Nesta terça-feira, 23 de dezembro de 2025, a CELESC informou que, em reunião do Conselho de Administração realizada em 22 de dezembro, foi aprovada, por maioria, a reeleição de membros da Diretoria Executiva para o mandato de 01/01/2026 a 31/12/2027. Foram reconduzidos: Tarcísio Estefano Rosa (Diretor Presidente), Julio Cesar Pungan (Diretor de Finanças e RI), Cláudio Varella do Nascimento (Distribuição), Pedro Augusto Schmidt de Carvalho Júnior (Jurídico), Pilar Sabino da Silva (Gestão de Energia e Regulação), Lino Henrique Pedroni Júnior (Planejamento, Controles e Compliance), Elói Hoffelder (Geração, Transmissão e Novos Negócios) e Moisés Diersmann (Gestão Corporativa). Em 11/12, o Conselho aprovou o Regulamento e o Calendário Eleitoral para a eleição do empregado que será indicado ao Conselho para exercer o cargo de Diretor Comercial; até a posse, o atual Diretor Comercial, Vitor Lopes Guimarães, permanece por até 90 dias, nos termos do Estatuto. Este movimento dá continuidade ao direcionamento e à disciplina de governança balizados pela atualização do Plano Diretor 2026/2035, que colocou qualidade, redução de perdas e digitalização como eixos centrais para orientar decisões de investimento e de pessoas no ciclo 2026/2027.
A recondução do time executivo preserva accountability sobre metas operacionais e regulatórias em um período de execução intensa, mantendo coerência entre objetivos de longo prazo e as alavancas táticas de curto prazo. Com liderança estável em Finanças/RI, Distribuição, Gestão de Energia e Regulação e Planejamento/Controles, a companhia sustenta a cadência de projetos críticos, a integridade dos processos de compliance e a previsibilidade para reguladores e investidores, ao mesmo tempo em que conclui a transição no Comercial por meio de eleição interna e governada por calendário próprio, reduzindo ruídos de execução e garantindo continuidade das frentes de medição, perdas e relação com o mercado livre. Nesse contexto, a decisão também reforça a responsabilidade pela entrega do orçamento de investimentos de 2026, notadamente o CAPEX 2026 consolidado de R$ 1,073 bilhão com contingenciamento atrelado a iniciativas estratégicas, que prioriza rede, modernização da medição e digitalização corporativa sob métricas de qualidade (DEC/FEC) e retorno regulatório.
Do lado financeiro, a permanência da mesma liderança em Finanças e RI alinha o mandato 2026/2027 ao desenho de funding que a companhia estruturou para atravessar o pico de obras sem pressionar o caixa operacional e o cronograma de amortizações. Essa coerência se materializa na 9ª emissão de debêntures de R$ 500 milhões como ponte de liquidez até 2027, cuja indexação ao CDI e amortização no vencimento aumentam a flexibilidade para executar o plano, enquanto a governança listada e a comunicação recorrente com o mercado sustentam o acesso a capital em condições competitivas. A estabilidade de gestão favorece também a continuidade de políticas de eficiência e de regulação energética, essenciais para manter perdas em trajetória de queda, garantir qualidade dentro dos limites da Aneel e mitigar volatilidade de resultados associada ao PLD, preservando a disciplina de execução do ciclo de investimentos.
Para o acionista, a mensagem é de equilíbrio entre crescimento e retorno: com o time reconduzido e a sucessão do Comercial sob rito definido, a companhia mantém previsibilidade de desembolsos e fortalece a capacidade de entrega do plano de médio prazo. Esse fio condutor se refletiu na decisão recente de remuneração, com o JCP do 4º trimestre de 2025 imputado ao dividendo mínimo e com pagamento faseado ao longo de 2026, que dilui saídas de caixa no mesmo horizonte em que o CAPEX acelera. Em síntese, a reeleição consolida a estratégia iniciada no plano 2026/2035, amarrando governança, orçamento e funding em uma narrativa de continuidade: executar obras prioritárias, manter os indicadores regulatórios sob controle, preservar liquidez e assegurar previsibilidade de retorno ao investidor.






