O GPA (PCAR3) informou, nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, a renúncia de Rafael Russowsky aos cargos de vice-presidente executivo de Finanças e de diretor de Relações com Investidores. O Conselho de Administração elegeu Alexandre de Jesus Santoro como diretor interino vice-presidente de Finanças, acumulando a função de diretor-presidente, e nomeou Rodrigo Manso para Relações com Investidores. Joaquim Alexandre Fernandes Sousa deixou a posição de diretor estatutário, mas permanece como diretor executivo Comercial e de Logística. A Diretoria Estatutária terá mandato integrado de dois anos, coincidente com o do CEO eleito em 5 de janeiro de 2026, conforme o art. 150, §4º, da Lei 6.404/76. Diferentemente do arranjo anunciado há três dias, quando houve a eleição de Alexandre Santoro como CEO e a separação entre liderança executiva e Finanças/RI, a companhia opta por concentrar temporariamente o comando financeiro no principal executivo, preservando o fluxo decisório.

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A mudança no topo financeiro ocorre em meio a um ciclo de recomposição de governança e maior ativismo minoritário, exigindo previsibilidade no reporte e alinhamento entre alocação de capital e execução operacional. Ao centralizar Finanças de forma interina no CEO e instituir um novo RI, o GPA sinaliza continuidade do diálogo com credores, estabilidade informacional e foco em liquidez enquanto ajusta o organograma. Esse movimento conversa com a pressão por maior accountability e renovação de colegiados materializada no pedido de assembleia para reeleger todo o Conselho e rever o estatuto com voto múltiplo, apresentado em 6 de janeiro. Em um ambiente de escrutínio elevado — com minoritários buscando ampliar a fiscalização e simplificar regras — a rápida recomposição da linha de comando tende a reduzir incertezas operacionais e a manter a cadência de decisões em temas sensíveis como provisões, refinanciamento e métricas de ROIC.

Do ponto de vista estratégico, a interinidade em Finanças busca garantir a execução do plano de retomada citado pelo Conselho, preservando a disciplina de capital e a previsibilidade de caixa enquanto se consolida a nova configuração executiva. A decisão alinha-se à agenda de eficiência que vem sendo acelerada com a contratação da A&M Performance para acelerar o Plano de Eficiência 2026, com ênfase em redução de CAPEX, SG&A e captura de produtividade em lojas. Ao conectar governança mais ativa, liderança executiva estabilizada e um trilho financeiro bem definido, o GPA reforça a narrativa de 2026: converter diretrizes de eficiência em resultados recorrentes, com reporte consistente ao mercado e execução disciplinada sob supervisão reforçada do Conselho.

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