São Paulo, 5 de janeiro de 2026: o GPA (PCAR3) comunicou que o Conselho de Administração elegeu por unanimidade Alexandre de Jesus Santoro como Diretor Presidente. Rafael Sirotsky Russowsky, que vinha acumulando a função de CEO, permanece como Vice-Presidente de Finanças e Diretor de Relações com Investidores. A sucessão separa claramente liderança executiva e comando financeiro, preserva continuidade na interlocução com o mercado e sinaliza foco em execução disciplinada. O movimento ocorre em um contexto de maior ativismo e coordenação de investidores, em linha com o avanço da Bonsucex e Silvio Tini a 10,314% do capital em 30 de dezembro, que elevou o escrutínio sobre governança e entrega de métricas.

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Com Russowsky dedicado a Finanças e RI, a companhia reforça a agenda de desalavancagem, liquidez e previsibilidade de caixa. Essa trilha ganhou tração no fim de 2025 com a simplificação do ecossistema financeiro e monetização de ativos, como evidenciado pela venda da participação na FIC por R$ 260,1 milhões e redesenho dos serviços financeiros. Ao separar a liderança operacional do comando financeiro, o GPA amplia robustez de governança para sustentar o Plano de Eficiência de 2026, priorizando ROIC, produtividade de lojas e qualidade de reporte, e para ancorar o relacionamento com credores e investidores. Esse arranjo combina monetização de ativos, alongamento de passivos e melhora de margens operacionais, reduzindo a necessidade de capital próprio e a volatilidade de caixa.

Do lado de governança, a chegada de Santoro como CEO sucede ajustes nos colegiados em dezembro que preservaram quórum técnico e fluxo decisório em áreas sensíveis como provisões, disciplina de capital e interação com auditoria. Esses movimentos prepararam a companhia para 2026 com maior previsibilidade no ciclo de decisões. Nesse contexto, a renúncia do vice-presidente do Conselho e recomposição da coordenação do Comitê Financeiro no 4T25 consolidou o redesenho de papéis, enquanto a manutenção de Russowsky em Finanças/RI garante continuidade na gestão de riscos, comunicação regulatória e execução da agenda financeira. A combinação de nova liderança executiva com estabilidade financeira tende a reduzir ruídos informacionais, alinhar expectativas do bloco minoritário e sustentar a trajetória de eficiência e geração de caixa ao longo de 2026.

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