O GPA (PCAR3) contratou a A&M Performance, braço de melhoria da Alvarez & Marsal, para apoiar a execução do Plano de Eficiência 2026, com ênfase em redução de CAPEX, despesas administrativas e custos operacionais. A atualização, feita nos termos da Lei 6.404/76 e da Resolução CVM 44, referencia o Fato Relevante de 4/11/2025 e sugere aceleração de capturas em SG&A, compras e produtividade de lojas, com foco em ROIC e geração de caixa. Em termos estratégicos, o movimento materializa metas já formalizadas e dá continuidade à disciplina de capital definida no Plano de Eficiência para 2026 (capex de R$ 300–350 milhões e corte mínimo de R$ 415 milhões).

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A escolha de um parceiro de performance como a A&M indica a busca por ganhos rápidos e sustentáveis, combinando revisão de processos, footprint e priorização de investimentos de maior retorno. Esse passo ocorre após ajustes de governança que clarificaram papéis e reforçaram a prestação de contas entre operação e finanças, criando um ambiente mais propício para execução disciplinada. Nesse sentido, a eleição de Alexandre Santoro como CEO e a separação entre liderança executiva e Finanças/RI aumentam a previsibilidade do ciclo decisório e a cadência de reporte, pontos críticos para transformar metas de eficiência em entregas mensuráveis.

Do lado financeiro, a tração do plano tem sido sustentada por iniciativas que reduzem alavancagem e liberam recursos para a agenda de eficiência, diminuindo a necessidade de CAPEX incremental e favorecendo alocação seletiva. Um marco nessa direção foi a venda da participação na FIC por R$ 260,1 milhões e o redesenho dos serviços financeiros, que simplificam o ecossistema adjacente ao varejo alimentar e aumentam a flexibilidade para parcerias de menor intensidade de capital. Em paralelo, operações de alongamento de dívida e captações sem garantias reforçaram a liquidez, criando um trilho mais estável para as frentes de produtividade, renegociação com fornecedores e otimização de despesas.

No eixo de governança, a execução do Plano de Eficiência tende a conviver com maior escrutínio da base acionária, o que ajuda a manter foco, ritmo e transparência. A contratação da A&M soma-se a um contexto de recomposição de colegiados e de exigência por métricas claras de margem e caixa, refletido no pedido de convocação de assembleia para reeleição do Conselho com voto múltiplo e revisão estatutária por acionistas minoritários. Em conjunto, governança mais ativa, liderança executiva estabilizada e agenda financeira coerente compõem a narrativa: traduzir diretrizes de eficiência em ganhos recorrentes de rentabilidade e previsibilidade ao longo de 2026.

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