Nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, a Sequoia (SEQL3) comunicou a liquidação parcial da oferta pública da 13ª emissão de debêntures mandatoriamente conversíveis, exclusivamente da 1ª série, realizada em 29 de dezembro de 2025, no montante total de R$ 368,8 milhões. Do total, R$ 45,1 milhões foram integralizados em moeda corrente e R$ 323,7 milhões por conferência de créditos, dentro do rito automático da Resolução CVM 160, com distribuição parcial possível e prioridade a acionistas e investidores profissionais. Na prática, o passo reforça a desalavancagem por equity e sinaliza elevada adesão à Série 1, privilegiando a troca de dívida por ações sem pressionar o caixa operacional.
Este movimento traduz, na execução, o desenho previamente formalizado no protocolo na CVM da 13ª emissão conversível de R$ 640 mi em 11/12, que estruturou duas séries, juros de 1% a.m., conversão obrigatória no vencimento e janela de liquidações entre 29/12/2025 e 09/01/2026. A Série 1 foi concebida para atrair dinheiro novo com forte assimetria econômica e, ao mesmo tempo, permitir a integralização por créditos, acelerando a limpeza do passivo. Ao cumprir a etapa de liquidação já na primeira janela regulatória, a companhia conecta a captação/compensação de créditos à redução de passivos onerosos, avança no reequilíbrio patrimonial e mantém previsibilidade até a conversão obrigatória.
O peso da conferência de créditos na liquidação (R$ 323,7 milhões) reflete a calibragem final do instrumento no fim de dezembro, que facilitou adesões e deu flexibilidade de timing aos credores. Essa calibragem foi consolidada na atualização dos termos da oferta com Conversão Facultativa e ajuste do Preço de Conversão em 23/12, ampliando a elegibilidade de créditos, padronizando o cálculo N=V/P e preservando a conversão obrigatória como rede de segurança no vencimento. Com regras claras de prioridade e frações pagas em dinheiro, a Sequoia elevou a taxa de aceitação do swap dívida‑por‑equity, preservando caixa e encurtando o ciclo de desalavancagem.
Em termos de cadência, a liquidação parcial de R$ 368,8 milhões na Série 1 praticamente coincide com os R$ 370 milhões alocados nessa série na véspera de Natal, evidenciando execução em linha com a demanda capturada e com o cronograma. Esse encaixe confirma a passagem ordenada do registro para a colocação e, agora, para a liquidação, nos termos da alocação da 13ª emissão em 24/12, com R$ 370 mi na Série 1. Ao consolidar esse capítulo, a companhia preserva o trilho até a conversão obrigatória em fevereiro de 2026, preparando a contabilização dos efeitos patrimoniais nos próximos reportes e reduzindo o risco financeiro de curto prazo.
No plano estratégico mais amplo, a conversível atua como contrapeso à frente fiscal: ao transformar dívida em capital e reforçar patrimônio, a Sequoia cria espaço para cumprir a agenda tributária sem estrangular o giro. Esse encadeamento dialoga diretamente com o avanço para acordo com a PGFN, com quitação em 15 meses e 1ª parcela em janeiro de 2026, que busca CND, descontos em juros/multas e mitigação de execuções. Em conjunto, a 13ª emissão e a transação fiscal formam um corredor de estabilidade: ring‑fencing de passivos, previsibilidade de caixa e continuidade operacional enquanto a companhia fecha o ciclo de desalavancagem por equity e reencaixa o balanço para a próxima fase de execução.







