Nesta quinta-feira, 11/12/2025, a Sequoia protocolou na CVM o pedido de registro, sob rito automático, da oferta da 13ª emissão de debêntures mandatoriamente conversíveis, em duas séries, no total de R$ 640 milhões. As séries têm vencimento em 28/02/2026, juros de 1% ao mês e conversão obrigatória no vencimento; a Série 1 combina integralização por créditos com aporte em moeda e aplica deságio de 99% sobre a média ponderada dos 30 pregões anteriores à conversão, enquanto a Série 2 usa a mesma média, sem deságio. Haverá Oferta Prioritária entre 12 e 18/12/2025, com cronograma de liquidações entre 29/12/2025 e 09/01/2026.

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Este protocolo dá execução ao desenho já aprovado do instrumento e consolida a continuidade estratégica: acelerar a troca de dívidas onerosas por capital, atrair dinheiro novo pela assimetria da Série 1 e reduzir pressão de caixa no curto prazo. Em outras palavras, a oferta agora formalizada operacionaliza a aprovação da 13ª emissão conversível, ancorada pela Jive, em duas séries e com deságio de 99% na Série 1, preservando a lógica de priorizar giro, elevar patrimônio e calibrar a participação de credores no capital. Ao estruturar a distribuição via MDA e negociação no CETIP21, a companhia também reforça governança e previsibilidade do fluxo até a conversão obrigatória.

Do ponto de vista de sustentabilidade financeira, a conversão obrigatória no fim de fevereiro de 2026 alinha o reequilíbrio de capital com a agenda fiscal e a necessidade de liberar capacidade operacional. A diluição decorrente — especialmente para quem não participar da prioridade — é o corolário da estratégia de desalavancagem por equity, que vem sendo apresentada como contrapartida ao fechamento de um acordo tributário com horizonte curto e parcelas crescentes. Esse encadeamento conversa diretamente com o avanço para assinatura da transação individual com a PGFN, com quitação em 15 meses e primeira parcela em janeiro de 2026, reduzindo risco de execuções, viabilizando CND e acomodando o serviço da obrigação fiscal sem desorganizar o caixa de giro.

Em paralelo, a oferta conversível se integra ao “dois trilhos” do funding: conversíveis para desalavancagem e liquidez operacional, e dívida simples, privada e garantida, com vencimentos co-terminantes em 2027, para isolar passivos críticos e dar previsibilidade de desembolsos. Essa arquitetura diminui o risco de cross-default, organiza o cronograma de caixa e sustenta a tese de continuidade operacional a ser refletida nos próximos reportes. O padrão de ring-fencing e de uso carimbado foi reiterado na 12ª emissão de debêntures simples, com vencimento em 30/06/2027 e destinação a obrigações operacionais críticas e compromissos do PRE, mostrando que a companhia sincroniza a conversão em capital com um passivo padronizado até 2027, criando um corredor de estabilidade para a execução do turnaround.

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