Em 24 de dezembro de 2025, a Sequoia (SEQL3) realizou a alocação das debêntures da Primeira Série e o primeiro procedimento de alocação da Segunda Série de sua 13ª emissão de debêntures mandatoriamente conversíveis, totalizando R$ 640 milhões — R$ 370 milhões na Série 1 (370 mil debêntures) e R$ 270 milhões na Série 2 (270 mil), com possibilidade de ajuste na quantidade da Série 2 conforme a demanda. A oferta foi registrada sob rito automático da CVM em 11/12/2025, tem a Planner como agente fiduciário e a Oriz como Coordenador Líder, é da espécie quirografária e prevê conversão obrigatória em ações. A negociação é restrita a investidores profissionais, sem prospecto nem lâmina, nos termos da Resolução CVM 160, e com as ressalvas usuais de que o registro automático não implica juízo de mérito do regulador.
Na prática, a alocação marca a passagem do registro para a colocação, dentro do cronograma que prevê conversão obrigatória até 28/02/2026. O rito e os parâmetros foram organizados no protocolo na CVM da 13ª emissão conversível de R$ 640 mi em 11/12, que definiu duas séries, juros de 1% a.m., prioridade e janelas de liquidação. A etapa de hoje, portanto, é a execução desse desenho: captura demanda, valida a mecânica de integralização por créditos e dinheiro novo e prepara o caminho para a conversão. Além disso, a companhia refinou o instrumento no fim de dezembro para ampliar elegibilidade de créditos e dar flexibilidade de timing ao credor, calibrando a taxa de conversão e o balanceamento entre dívida e equity — ponto crucial para acelerar a limpeza do passivo sem pressionar o caixa operacional, mantendo a previsibilidade da conversão obrigatória no vencimento. Esse ajuste foi detalhado na atualização dos termos da oferta em 23/12, com inclusão da Conversão Facultativa e ajuste do Preço de Conversão.
Estratégicamente, a alocação também consolida a migração do canal privado para uma oferta pública ancorada, convertendo em execução aquilo que a administração vinha sinalizando como eixo central de desalavancagem: estimular adesão com assimetria econômica na Série 1, organizar a lista de credores elegíveis e reduzir risco de caixa até a conversão obrigatória. Diferentemente do ciclo anterior, quando a 8ª emissão privada dependia de gatilhos de preço e liquidez e terminou sem subscrições, a 13ª foi desenhada para base mais ampla, incentivos claros e janela curta até a conversão — transição narrada no insucesso da 8ª emissão conversível e reposicionamento para a 13ª oferta pública ancorada. Ao encadear a desalavancagem por equity com governança regulatória mais previsível, a Sequoia reduz risco de execução e prepara o balanço para a próxima fase operacional. Em paralelo, o cronograma de conversão até fevereiro de 2026 dialoga com a agenda fiscal e o parecer dos auditores, dado que a companhia avançou para um entendimento com a Fazenda que prevê CND, descontos e horizonte curto de pagamentos — peça que se conecta ao avanço para acordo com a PGFN, com quitação em 15 meses e 1ª parcela em janeiro de 2026.







