Ao homologar nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, o aumento de capital parcialmente subscrito — 55.222.734 novas ações a R$ 6,37, total de R$ 351.768.815,58 — o Grupo Mateus eleva o capital social para R$ 8.880.420.020,13 e conclui a etapa iniciada em novembro. A demanda atingiu 73,92% do total disponível, acima da subscrição mínima, com cancelamento de 19.488.250 ações não subscritas; os controladores responderam por aproximadamente 99,98% do montante efetivamente subscrito. A operação foi realizada dentro do capital autorizado e admite homologação parcial, exatamente como previsto no aumento de capital por subscrição privada aprovado em 14/11/2025.
Do ponto de vista de engenharia financeira, o desenho preserva liquidez ao permitir que acionistas integralizassem com créditos de JCP de 2025, reduzindo desembolso de caixa e custo de capital. Além disso, os proventos foram programados para pagamento único em 30/12/2025, sem atualização monetária, o que alinhou retorno e reinvestimento durante o período de preferência (21/11 a 22/12/2025). Essa combinação de funding e payout dá continuidade à engenharia de capital com JCP anunciada em 14/11/2025, que buscou previsibilidade de fluxo de caixa enquanto a companhia executa projetos logísticos e de TI e prepara a atualização estatutária para refletir o novo capital.
No eixo societário, a homologação ajuda a explicar ajustes táticos na base acionária observados no mesmo ciclo. Em 26/11/2025, a Squadra Investimentos comunicou redução da participação para 4,72%, destacando que o movimento não visava alterar o controle e refletia a existência de direitos de subscrição e a mudança do denominador enquanto a oferta seguia em curso. A etapa que se encerra agora — com crédito das novas ações em até três dias úteis e convocação de assembleia para alterar o artigo 6º — é consistente com a redução de participação da Squadra em 26/11/2025 durante o ciclo da subscrição.
Operacionalmente, o reforço de capital sustenta frentes já sinalizadas como prioritárias: integração logística, modernização de TI e padronização de processos, essenciais para suportar a escala e a malha multifomato e B2B. Em novembro, a companhia esclareceu que a revisão de critérios de estoque e a adoção de um novo sistema contábil seguiram o CPC 23, sem impacto de caixa, reforçando governança de dados e rastreabilidade. Ao amarrar captação e eficiência operacional, a empresa cria lastro para acelerar produtividade por praça e manter a disciplina de caixa no ciclo de expansão, em linha com os esclarecimentos à CVM sobre revisão contábil e novo sistema (21/11/2025).







