Nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, o Conselho de Administração do Grupo Mateus aprovou aumento de capital, dentro do limite do capital autorizado, por subscrição privada entre R$ 291,7 milhões e R$ 475,9 milhões, a R$ 6,37 por ação, com emissão de 45,79 a 74,71 milhões de novas ON. O capital pode subir de R$ 8,53 bilhões para R$ 8,82–9,00 bilhões, e o total de ações, de 2,248 bilhões para 2,294–2,323 bilhões. O preço considerou a média dos últimos 30 pregões (art. 170, §1º, III, da Lei das S.A.), a integralização poderá ser em dinheiro ou com créditos de JCP de 2025, não haverá rateio de sobras e a homologação será parcial se atingida a subscrição mínima. Essa estrutura dialoga com a disciplina de alocação e o uso recorrente de JCP, em linha com a distribuição de JCP aprovada em setembro de 2025, permitindo que acionistas utilizem créditos já reconhecidos para participar sem pressionar caixa próprio.
Estratégicamente, o reforço de capital consolida a próxima etapa de expansão e integração operacional, ao reduzir custo de financiamento e preservar flexibilidade para CAPEX em logística, TI e conversões. Ao optar por subscrição privada dentro do capital autorizado, a companhia ganha velocidade de execução e ajusta o tamanho da captação à demanda, mantendo foco em retorno por praça e ciclo de caixa curto. A medida também protege a estrutura de capital para absorver assimetrias de ramp-up entre regiões e sustentar projetos que elevam produtividade. Esse arranjo vem na sequência de um trimestre que evidenciou tração consistente, com aceleração de lucros no 3T25 e consolidação do Novo Atacarejo. Com ganho de escala no Nordeste, melhora do ciclo de conversão e alavancagem contida, o Mateus sinaliza capacidade de transformar capital adicional em eficiência e margem. Ao calibrar o preço pela média de 30 pregões e explicitar a subscrição mínima, a governança equilibra participação dos minoritários com a necessidade de funding para a execução do plano.
Do ponto de vista de execução, o capital adicional sustenta a estratégia multifomato e a densificação por cluster que vem encurtando o ramp-up e diluindo custos fixos por praça. O pipeline combina atacarejo, varejo e hiper com priorização de áreas de vendas de maior giro, integração logística e expansão B2B, incluindo novas frentes que aumentam recorrência e ticket por cliente. No eixo PE–PB–AL, por exemplo, a ocupação de rotas e o ganho de escala foram evidenciados pela inauguração do atacarejo em Caruaru (13ª operação em PE). Assim, a subscrição privada não é um evento isolado: ela dá continuidade a um ciclo de crescimento com produtividade, alavancado por sinergias logísticas, fortalecimento do B2B e disciplina financeira, mantendo coerência entre expansão, geração de caixa e retorno ao acionista.







