O Conselho de Administração do Grupo Mateus aprovou nesta sexta-feira, 14/11/2025, a distribuição de JCP de R$ 111,3 milhões (R$ 0,0495738577 por ação), com direito aos acionistas na base de 19/11 e ações ex a partir de 21/11. O pagamento de todos os JCP de 2025 — os deliberados em 21/03, 23/06 e 22/09, além do aprovado hoje — ocorrerá em 30/12/2025, sem atualização monetária. Os valores estão sujeitos a IRRF, exceto para investidores isentos ou imunes, desde que a documentação seja enviada ao RI até 19/11. O crédito será processado pelo escriturador Itaú, de acordo com o cadastro e a posição em 19/11; casos sem CPF/CNPJ ou dados bancários terão liquidação após regularização. Os JCP serão imputados aos dividendos mínimos do exercício que se encerra em 31/12/2025.
Este movimento consolida a política de alocação que privilegia previsibilidade de payout e eficiência fiscal, ao escalonar proventos ao longo do ano e imputá‑los ao dividendo obrigatório. A ancoragem dessa diretriz ficou clara no JCP aprovado em setembro de 2025, imputável aos dividendos mínimos, quando a companhia explicitou o uso do instrumento para reduzir a carga tributária, preservar caixa e manter a coerência entre expansão e retorno ao acionista. Ao confirmar a data de pagamento única em 30/12 para todo o ciclo de 2025, o Mateus dá transparência ao cronograma de proventos e facilita o planejamento do investidor, ao mesmo tempo em que mantém flexibilidade de caixa para CAPEX e integração operacional ao longo do trimestre.
Além de reforçar a previsibilidade do payout, a decisão desta sexta-feira dialoga com a engenharia de capital anunciada no mesmo dia: a companhia aprovou uma subscrição privada dentro do capital autorizado que permite a utilização de créditos de JCP de 2025 na integralização, reduzindo a necessidade de desembolso de caixa pelos acionistas e alinhando retorno e reinvestimento. Essa combinação de proventos e funding preserva liquidez corporativa, reduz custo de capital e protege o ritmo de projetos logísticos e de TI, típicos do ciclo de expansão atual. Em outras palavras, o JCP funciona como peça de um arranjo de capital que equilibra remuneração e execução, como evidencia o aumento de capital por subscrição privada aprovado em 14/11/2025, com possibilidade de integralização via créditos de JCP, que calibra a captação à demanda e acelera a execução sem pressionar o balanço.
Do ponto de vista operacional, a capacidade de pagar JCP recorrentes e ainda sustentar investimento decorre do ganho de escala recente e da reconfiguração do mix para formatos mais produtivos. A tração foi evidente no 3T25, com avanço de receita, melhora de margem e integração do Novo Atacarejo, além de alavancagem contida — elementos que dão lastro para a previsibilidade do payout sem sacrificar o crescimento. Em suma, o provento anunciado hoje não é um evento isolado; ele se apoia na aceleração de lucros no 3T25 e na consolidação do Novo Atacarejo, que encurtaram o ciclo de caixa e ampliaram o poder de compra, permitindo simultaneamente expansão e retorno ao acionista.







