Nesta terça-feira, 30/12/2025, o Grupo Toky comunicou a conversão de debêntures de 1ª e 2ª séries e aprovou a conversão do remanescente da 1ª série, gerando aumento de capital de R$ 153,256 mi, emissão de 68.654.223 novas ON e redução de R$ 153 mi do endividamento consolidado. Houve pedidos voluntários de R$ 59,749 mi convertidos a ~R$ 1,00/ação (59.749.299 ON), e o Conselho aprovou converter o saldo da 1ª série de R$ 93,507 mi a R$ 10,50/ação (8.904.924 ON). Este movimento consolida a estratégia de equitização e desalavancagem iniciada no pacote de liability management anunciado em outubro, que projetava ~R$ 212 mi de redução do endividamento. Na prática, a troca de passivo por capital reduz a alavancagem, reequilibra o perfil de vencimentos e melhora a capacidade de investimento sem pressionar caixa. A combinação de conversões com desconto implícito de cerca de 55% sobre o saldo atualizado, a emissão em larga escala e a mudança do mix dívida/patrimônio alivia a despesa financeira e simplifica a estrutura de capital. O referencial de preço e o funding foram amarrados pelo aumento de capital por capitalização de créditos com a Domus aprovado em 14/11, etapa cuja conclusão nesta data permitiu avançar para as conversões e materializar a desalavancagem consolidada.
A execução seguiu a cronologia desenhada: primeiro fechar o aumento e distribuir os bônus, depois converter a 1ª série a preço balizado, sob rito de governança estável e etapas submetidas a assembleias e supervisão do Conselho, preservando direitos da 2ª série e dando previsibilidade às trocas de dívida por ações. O mecanismo que sustenta essa previsibilidade — incluindo desdobramento das debêntures, divisão em séries 99%/1% e cláusulas de ajuste ao preço-base — foi definido no desdobramento e aditamento da escritura que pavimentaram a conversão de 99% da 1ª série. A conversão do remanescente a R$ 10,50/ação reflete a remuneração acumulada sobre o preço-base, enquanto as conversões voluntárias a ~R$ 1,00/ação espelham o preço do aumento, equalizando incentivos entre credores e recompondo a base acionária para 2026.
Do lado da governança e da dinâmica de mercado, a Toky mitigou risco de sobreoferta e desalinhamentos entre séries ao negociar restrições à transferência, à conversão e à venda de ações, reduzindo volatilidade enquanto consolidava a etapa de equitização e estabilizava referências de preço. Esse arranjo foi detalhado nos compromissos de 29/12 com fundos da SPX, que amarraram lock-ups e projetaram encerrar 2025 com mais de R$ 227 mi de desalavancagem. Com a conclusão do aumento e das conversões, a companhia confirma a projeção, fecha o ano com endividamento consolidado reduzido em mais de R$ 227 mi e entra em 2026 com menor despesa financeira, estrutura mais simples e espaço para capturar ganhos operacionais e de margem já mapeados.







