O Grupo Toky (TOKY3) firmou, em 29 de dezembro de 2025, compromisso com fundos geridos pela SPX Private Equity que impõe restrições à transferência e conversão de debêntures e à venda de ações. Pelo acordo, o DFS FIP não transferirá a terceiros mais de R$ 60 milhões de cerca de R$ 153 milhões em debêntures conversíveis, não solicitará conversão voluntária da 2ª série com base no aumento de capital e manterá fora de venda em bolsa as ações recebidas por conversão da 1ª série até 31/12/2025; já FS FIP, TS FIP e Fundo Brasil se comprometem a não alienar em bolsa 70% das ações que detêm. As restrições valem até 30/04/2026 ou a conclusão da reestruturação das debêntures da Estok (Tok&Stok). Considerando as conversões e transferências previstas, a redução do endividamento consolidado será de R$ 152 milhões, encerrando 2025 com mais de R$ 227 milhões em desalavancagem. O movimento aprofunda o cronograma de equitização inaugurado pelo pacote de liability management anunciado em outubro, que projetava redução de ~R$ 212 mi via compra de debêntures, aumento de capital e conversão de 99%.

Continua após o anúncio

O comunicado também esclarece que o preço médio de conversão de R$ 1,00 toma como referência a escritura das debêntures e o preço por ação do aumento de capital aprovado em 14/11 e concluído nesta data, revelando alinhamento entre os termos financeiros e a engenharia societária que sustenta a troca de dívida por patrimônio. Ao amarrar lock-ups com credores relevantes e referenciar o preço de emissão, a Toky busca reduzir risco de sobreoferta, dar previsibilidade ao fluxo de conversões e sustentar um referencial de preço para a recomposição da base acionária. Esse encadeamento consolida a estratégia de funding e de troca de passivos onerosos por capital, conforme o aumento de capital por capitalização de créditos com a Domus Aurea aprovado em 14/11.

Na mecânica das debêntures, a companhia indica que pretende efetivar a conversão voluntária da totalidade da 1ª série até 31/12/2025 a preço de conversão de aproximadamente R$ 10,50 por ação, enquanto o DFS FIP se compromete a não converter voluntariamente a 2ª série com base no referido aumento. Esse desenho reforça a cronologia de “primeiro a 1ª série, depois as tratativas da 2ª série”, evitando desalinhamentos entre séries e mitigando arbitragens em janela sensível. Em paralelo, a companhia retoma negociações com detentores das debêntures Tok&Stok, mantendo o eixo de desalavancagem com preservação de direitos. Essa organização foi previamente estruturada pelo desdobramento e aditamento da escritura que pavimentam a conversão de 99% da 1ª série e preservam direitos da 2ª.

Além do efeito direto na dívida (R$ 152 milhões) e do total acumulado no ano (> R$ 227 milhões, considerando a aquisição das debêntures Tok&Stok detidas pela Domus e a capitalização concluída), o lock-up acordado com os fundos da SPX tende a reduzir o risco de pressão técnica no papel enquanto a empresa conclui etapas críticas da equitização. Ele também conversa com a reordenação societária recente: a etapa de preferência do aumento se encerrou em 22/12 com subscrição parcial e alocação do saldo, o que fechou o funding e permitiu avançar, com previsibilidade, para a fase de conversões e simplificações. Em termos de execução, trata-se de “menos volatilidade, mais cronograma”, em linha com o encerramento do período de preferência em 22/12 que consolidou o funding do aumento e a negociação dos Bônus de Subscrição.

Publicidade
Tags:
Grupo TokyTOKY3