A renúncia imediata de Eric Macchione Monteiro da Fonseca à presidência do Conselho de Administração ocorre como epílogo de um ciclo de execução: a estruturação da 13ª emissão de debêntures, oferta pública em curso com aporte mínimo de R$ 45 milhões e conversão de dívidas de curto prazo de, no mínimo, R$ 250 milhões. Em dois anos, o executivo liderou a renegociação do passivo, viabilizou captação e encaminhou a transação tributária, preservando liquidez em um período crítico. Estratégicamente, o movimento soa como “objetivos cumpridos” no eixo de funding e governança e se conecta à aprovação da 13ª emissão conversível ancorada pela Jive, em duas séries e com forte assimetria para atrair dinheiro novo e acelerar o swap dívida‑por‑equity, quando a companhia consolidou o plano de desalavancagem por capital e proteção de caixa para o giro.
Entre a deliberação e a execução, a Sequoia refinou a mecânica para maximizar adesões e dar previsibilidade ao cronograma de conversão. A inclusão da Conversão Facultativa, os ajustes do Preço de Conversão e a ampliação da elegibilidade de créditos reforçaram a lógica de troca de dívida por equity sem pressionar o caixa operacional, mantendo a conversão obrigatória até o fim de fevereiro de 2026 — capítulo formalizado na atualização dos termos da oferta com Conversão Facultativa e ajuste do Preço de Conversão em 23/12. Na prática, esses ajustes criaram um trilho de desalavancagem de curtíssimo prazo, com regras claras de prioridade, cálculo N=V/P transparente e janela de liquidação definida, organizando a base de credores elegíveis, equilibrando as séries e preparando a via de integralização por créditos e moeda. Essa preparação desembocou na alocação da 13ª emissão em 24/12, somando R$ 640 milhões em duas séries e preservando a conversão obrigatória até 28/02/2026, que marca a passagem do registro para a colocação e consolida a execução do desenho regulatório.
Ao atribuir a renúncia ao cumprimento das metas — desalavancagem por equity, reforço de liquidez e saneamento de passivos — a companhia também evidencia a peça fiscal: a negociação com a PGFN, com descontos em juros e multas e perspectiva de CND, que dialoga diretamente com a recomposição patrimonial e o alívio de caixa proporcionados pela 13ª emissão. Esse vetor foi explicitado no avanço para acordo com a PGFN, com quitação em 15 meses e primeira parcela prevista para janeiro de 2026, encaixando um horizonte curto de pagamentos ao corredor de estabilidade criado pelas conversíveis e pela padronização dos vencimentos das dívidas simples. Com o funding estruturado e a frente tributária encaminhada, a recomposição do Conselho tende a focar continuidade de execução: manter a desalavancagem por equity, reduzir risco de cross‑default e sustentar a capacidade operacional enquanto os efeitos contábeis e regulatórios se consolidam nos próximos reportes.







