A Sequoia aprovou a 13ª emissão de debêntures mandatoriamente conversíveis, em duas séries, de até R$ 640 milhões, com distribuição sob rito automático e ancoragem substancial da Jive, podendo culminar na consolidação do controle por fundos sob sua gestão. A Série 1 poderá ser integralizada por conferência de créditos combinada com aporte em dinheiro (R$ 18,58 em moeda corrente para cada R$ 100,00 em crédito) ou por conversão de AFACs dos últimos 90 dias; a Série 2 apenas por conferência de créditos. As debêntures vencem em 90 dias. Na conversão, a Série 1 terá desconto de 99% em relação ao preço da Série 2, com preço mínimo de R$ 0,01 por ação; a Série 2 usará a média ponderada dos últimos 30 pregões. Haverá exclusão do direito de preferência, com prioridade proporcional aos acionistas quando a oferta a mercado começar. A administração alerta para diluição potencialmente relevante e justifica a operação pelo binômio conversão de dívidas onerosas em capital e necessidade de caixa imediato, além de reforço do patrimônio e alinhamento de credores ao longo prazo, em linha com o PRE e com a tratativa tributária junto à PGFN.
Este movimento consolida a arquitetura de funding em dois trilhos que a companhia vem executando: ring‑fencing de passivos via dívidas simples, garantidas, com vencimentos co‑terminantes em 2027, e um canal conversível para sustentar o giro e promover desalavancagem. Do lado da dívida simples, a padronização de covenants, colaterais e cronograma se tornou explícita na 12ª emissão de debêntures com vencimento em 2027 e uso carimbado. Ao agregar agora uma conversível de grande porte e curtíssimo prazo de vencimento (90 dias), a Sequoia acelera a troca de dívidas onerosas por equity, cria um incentivo econômico forte para entrada de dinheiro novo por meio do desconto extraordinário na Série 1 e preserva liquidez operacional enquanto cumpre obrigações do PRE e avança na renegociação tributária, reduzindo o risco de liquidez de curto prazo e melhorando indicadores de solvência apontados pelos auditores.
No eixo societário, uma oferta substancialmente ancorada por Jive e precificada com assimetria entre as séries abre espaço para reorganização do bloco de controle, com eventual migração de influência para credores‑investidores. Diferentemente de etapas anteriores, quando a prioridade era simplificar a estrutura do grupo e estabilizar o passivo, o foco agora recai sobre o equilíbrio entre capital novo e conversão de créditos, com efeito direto na distribuição de poder societário e na governança. Esse capítulo dialoga com a incorporação da Fulcrum que elevou o capital e levou o FIP Jiguang a 47,02%, marco que redesenhou a base acionária e preparou o terreno para novas ancoragens. Caso a conversão atual seja material, a decisão tende a se redistribuir entre novos patrocinadores financeiros alinhados ao turnaround, reduzindo incerteza sobre financiamento de curto prazo e aumentando a coerência entre estrutura de capital e plano operacional.
Do ponto de vista da mecânica de mercado, a exclusão do direito de preferência — ainda que com prioridade proporcional quando a oferta for aberta ao público — reforça a necessidade de engajamento dos atuais acionistas que desejem evitar diluição. A companhia já vinha usando ferramentas de conversão e, em ocasiões específicas, a exclusão de preferência, como no aumento de capital decorrente da conversão facultativa da 6ª emissão com exclusão de preferência em 19/11, que também ampliou o capital sem aporte de caixa relevante dos minoritários. Agora, a estrutura em duas séries e o desconto de 99% na Série 1 criam um forte convite ao aporte de dinheiro, enquanto a Série 2 organiza a migração de créditos para patrimônio. Em conjunto, o desenho reforça a continuidade estratégica: dívida simples padronizada até 2027 para passivos delimitados e conversíveis para reequilibrar o balanço e sustentar a operação, com reporting sob as Resoluções CVM 44 e 160.







