Nesta terça-feira, 23 de dezembro de 2025, o Banco Mercantil aprovou transação tributária com a PGFN e a RFB para encerrar controvérsias sobre PIS/COFINS em receitas financeiras e IR/CSLL sobre a correção monetária do balanço (IPC-89). O acordo prevê pagamento à vista de R$ 1.055.097.501,82 e reconhecimento contábil em 2025. No mesmo ato, o Conselho aprovou aumento de capital privado entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões, ao preço de R$ 26,38 por ação, com deságio de 30% sobre a média ponderada, direito de preferência com base na posição de 30/dez/2025 e lock-up de 180 dias para controladores e administradores. A emissão ocorrerá dentro do capital autorizado, via novas ações ordinárias nominativas e escriturais (valor nominal de R$ 7,70).

Continua após o anúncio

Estratégia e racional: ao encerrar litígios relevantes, o banco remove incerteza jurídica e opta por pagamento imediato, o que consome capital no curto prazo. A subscrição privada opera como recomposição de colchões prudenciais, preservando a continuidade da tese de escala com risco controlado evidenciada no resultado recorde do 3T25. A precificação por média com deságio busca maximizar adesão de minoritários e reduzir risco de execução; a liquidação à vista acelera a eliminação do passivo contingente e evita atualização onerosa, ainda que pressione temporariamente índices de capital até a entrada dos recursos. O direito de preferência protege a participação relativa dos atuais acionistas e reduz a assimetria durante a transição para o ex-direito.

Governança e alinhamento: o lock-up voluntário de controladores e administradores, somado a uma captação direcionada aos próprios acionistas, reforça compromisso de longo prazo e conversa com a política de incentivos em ações consolidada no Plano de Outorga de Ações Restritas aprovado em 26 de novembro de 2025. Ao atrelar remuneração a metas e estabilidade acionária, a companhia estabiliza a base durante a captação, mitiga volatilidade de curto prazo e mantém times-chave focados na execução. Esse desenho é típico de ciclos em que a empresa reequilibra capital e acelera crescimento orgânico: incentiva subscrição proporcional, reduz risco de desancoragem do papel e ancora expectativas enquanto o efeito do acordo tributário é absorvido. A governança de vesting e performance também se conecta à manutenção de NIM, originação e qualidade da carteira ao longo do ciclo.

Continuidade de 2025: desde a submissão do Plano de Outorga de Ações Restritas à AGE em 4 de novembro de 2025, o Mercantil vem amarrando os pilares de disciplina de capital, simplificação societária, retenção de talentos e funding proprietário. O acordo tributário, seguido de recomposição acionária a preço referenciado em 148 pregões, é mais um capítulo dessa trajetória: reduz incertezas jurídicas, preserva capacidade de crescimento multicanal e sustenta o custo de capital regulatório, mantendo a coerência entre expansão e solidez prudencial.

Publicidade
Tags:
Banco MercantilBMEB3BMEB4