Na AGE desta quarta-feira, 26 de novembro de 2025, o Banco Mercantil aprovou o Plano de Outorga de Ações Restritas, permitindo concessões que, em base totalmente diluída, poderão atingir até 10% do capital social. O programa abrange diretores estatutários e não estatutários e empregados em posições‑chave do banco e de controladas; será administrado pelo Conselho, com possibilidade de delegação ao Comitê de Remuneração, e prevê outorgas que podem resultar em ações ON e/ou PN, sem proporção fixa entre espécies. A aprovação transforma em política vigente a submissão do Plano de Outorga de Ações Restritas à AGE em 4 de novembro de 2025, consolidando a continuidade da agenda de governança e retenção de talentos.
Estratégicamente, o movimento busca alinhar o management a metas de longo prazo, mitigar riscos de execução e sustentar a expansão multicanal do Mercantil. O teto de 10% sinaliza potencial diluição distribuída ao longo de ciclos de vesting e condicionada a critérios de elegibilidade e performance, sob supervisão do Conselho/Comitê. Ao atrelar participação acionária à entrega operacional, a companhia reforça o eixo de governança e pessoas que acompanhou a aceleração recente do crédito, do NII e do funding, além do plano de abertura de 61 agências e da campanha institucional Saber Viver, destacados no resultado recorde do 3T25 que já posicionava o plano como pilar de governança e pessoas.
Para investidores, o marco de hoje fecha a fase de aprovação e abre a de execução: cronogramas de vesting, critérios de performance e impactos contábeis (como despesas de remuneração baseada em ações) serão pontos de monitoramento. Em termos de narrativa corporativa, a decisão consolida a disciplina de capital e a simplificação societária vistas ao longo de 2025, reforçando o alinhamento entre a expansão da capacidade comercial e a manutenção de risco sob controle, pilares que sustentam a criação de valor no ciclo atual.







