O Santander Brasil aprovou a distribuição de JCP de R$ 620 milhões (R$ 527 milhões líquidos), com direito aos acionistas na base de 2/1/2026, negociação “ex-JCP” a partir de 5/1/2026 e pagamento a partir de 5/2/2026. Os valores serão imputados integralmente aos dividendos obrigatórios de 2025, ad referendum da AGO de 2026, sem atualização monetária. Por ação: ON — bruto R$ 0,07910367789 (líquido R$ 0,06723812621); PN — bruto R$ 0,08701404568 (líquido R$ 0,07396193882); Unit — bruto R$ 0,16611772357 (líquido R$ 0,14120006503). Para os ADRs na NYSE, o pagamento será realizado pelo BNY Mellon conforme regras locais.
Este movimento consolida a previsibilidade de distribuição apoiada no desempenho do 3T25 — lucro gerencial de R$ 4,0 bi, ROAE de 17,5% e CET1 de 11,7%, quando o banco reforçou eficiência e disciplina de capital. A opção por JCP, imputado aos dividendos obrigatórios de 2025, preserva otimização fiscal e dá continuidade à política de retorno já sinalizada com a deliberação de JCP de R$ 2,0 bilhões em outubro/2025. Com rentabilidade em recuperação e menor dependência da margem de mercado, o banco sustenta pagamentos regulares mesmo em cenários voláteis. Nesse sentido, a emissão de Letras Financeiras subordinadas elegíveis a Nível II realizada em dezembro/2025 alongou o passivo e reforçou o colchão regulatório, preservando o núcleo de capital para crescimento seletivo sem restringir remuneração ao acionista. Com o Tier II atuando como amortecedor, o Santander mantém flexibilidade para calibrar originação, recompras e proventos, enquanto mitiga a sensibilidade a ciclos de risco.
Do lado da governança e execução, a decisão também se alinha à reorganização financeira anunciada em 22/12/2025, que unificou CFO e Contabilidade e preparou a sucessão no comando financeiro. Ao concentrar alavancas de capital, reporte e comunicação com o mercado, o banco reforça previsibilidade, accountability e coerência entre estrutura de capital e política de remuneração — elementos que dão visibilidade a ciclos consistentes de JCP e dividendos. A transição assistida até abril/2026, somada ao rito de aprovação ad referendum da AGO, reduz riscos de descontinuidade e sustenta um calendário de proventos mais estável, em linha com a estratégia de eficiência e disciplina de capital.







