O fato relevante de 22/12/2025 marca uma reorganização-chave no Santander Brasil: a sucessão de Gustavo Alejo Viviani por Carlos Muñiz González-Blanch como CFO e Diretor de Relações com Investidores, condicionada às aprovações regulatórias, e a adoção de um desenho organizacional alinhado ao modelo global do Grupo, no qual o CFO também concentra a função de Contabilidade. Construído com transição assistida pelo atual executivo até abril/2026, o movimento consolida a estratégia de reforçar previsibilidade, accountability e coerência entre capital, reporte e comunicação com o mercado. Essa direção dialoga com o avanço recente de governança, materializado na reapresentação do Boletim de Voto a Distância para incluir manifestação sobre Conselho Fiscal (novembro/2025), reforçando a estabilidade institucional necessária ao próximo ciclo de execução.

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Ao colocar o CFO também como guardião da Contabilidade, o banco unifica alavancas críticas de gestão de capital, funding e reporte regulatório. Essa arquitetura tende a acelerar decisões de balance sheet e calibragem de risco/retorno em momentos de volatilidade, preservando o núcleo de capital e a capacidade de remuneração. O movimento dá continuidade à disciplina de capital evidenciada na emissão de Letras Financeiras subordinadas elegíveis a Nível II, de 4 de dezembro de 2025, que alongou o passivo, reforçou o colchão regulatório e manteve espaço para originação e recompras sem pressionar o CET1. A transição planejada até abril/2026, com participação ativa do executivo que se despede, reduz o risco de descontinuidade e facilita a convergência ao padrão global do Grupo Santander já adotado em outras geografias.

Do ponto de vista de execução, a chegada de um CFO com histórico no SCIB e expertise em infraestrutura, riscos e M&A sugere continuidade na busca por retorno com eficiência e diversificação de receitas, reduzindo a dependência da margem de mercado e aprofundando o relacionamento com clientes. Essa continuidade é relevante porque a companhia já vinha sinalizando uma virada operacional com ganhos de eficiência, controle de PDD e capitalização confortável. Os números do 3T25 — lucro gerencial de R$ 4,0 bi, ROAE de 17,5%, CET1 de 11,7% e Basileia de 15,2% — ofereceram base para previsibilidade de payout e iniciativas como recompras e JCP; a reorganização agora busca consolidar esse ciclo, conectando governança, capital e execução comercial sob uma liderança financeira integrada.

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