Na quarta-feira, 29 de outubro de 2025, o Santander Brasil reportou lucro líquido gerencial de R$ 4,0 bilhões no 3T25, alta de 9,6% t/t e 9,4% a/a, com ROAE de 17,5%. As receitas totais cresceram 1,0% a/a e 0,8% t/t. A carteira de crédito ampliada chegou a R$ 688,8 bilhões (+3,8% a/a; +2,0% t/t) e as captações a R$ 659,5 bilhões (+2,8% a/a; +2,4% t/t). As comissões somaram R$ 5,5 bilhões (+4,1% a/a; +6,7% t/t) com destaque para cartões, seguros e corretagem. A margem com clientes foi de R$ 16,6 bilhões (+11,1% a/a), enquanto a margem de mercado teve perda de R$ 1,3 bilhão. PDD recuou 4,9% t/t; NPL 15–90 dias caiu para 3,9% e >90 dias subiu a 3,4%. Eficiência: 37,5%; CET1: 11,7%; Basileia: 15,2%.

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Esse desempenho consolida a busca por retorno com disciplina de capital e eficiência, em linha com o programa de recompra aprovado em setembro de 2025. O avanço do ROAE para 17,5% ante 16,4% no 2T25 decorre de três vetores: expansão da margem com clientes, maior tração das receitas de serviços e estabilização do custo de crédito (PDD -4,9% t/t, custo em 3,86%). Mesmo com resultado negativo na tesouraria, o banco aprofundou a diversificação de receitas — cartões (+14,4% a/a), seguros (+8,5% a/a) e corretagem (+21,6% a/a) — e preservou eficiência (37,5%), reforçando a virada iniciada no primeiro semestre. O foco declarado em centralidade no cliente, uso de dados e IA sugere continuidade desse mix mais resiliente, reduzindo a dependência do mercado e sustentando crescimento seletivo da carteira.

Na dimensão de remuneração, o trimestre oferece base para previsibilidade de payout: capital em níveis confortáveis (CET1 11,7%), eficiência sob controle e lucro recorrente. Em sequência a essa lógica, a companhia aprovou o JCP de R$ 2,0 bilhões deliberado em outubro de 2025, que, combinado à recompra, equilibra retorno em caixa e neutralização de diluições de planos de incentivo. A ampliação do peso de PF nas captações (47%) e a otimização do mix de passivos complementam a estratégia, enquanto a aceleração das linhas de maior rentabilidade em serviços cria um colchão para navegar volatilidade de tesouraria sem abrir mão da disciplina na alocação de capital.

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