Nesta sexta-feira, 19/12/2025, a Marcopolo aprovou aumento de capital por capitalização de reservas com bonificação de 10% (1 nova ação para cada 10), no montante de R$ 705.749.387,02. Serão emitidas 40.995.089 ONs e 72.632.056 PNs, elevando o capital social para R$ 3.039.801.848,62, dividido em 1.249.898.603 ações (450.945.982 ONs e 798.952.621 PNs), todas sem valor nominal. As ações bonificadas farão jus a todos os direitos a partir de 29/12/2025, com custo atribuído de R$ 6,21 por ação. Frações serão vendidas em bolsa e o líquido repassado aos titulares. O Conselho Fiscal opinou favoravelmente, e o prazo do art. 169, §3º, da Lei 6.404/76 correrá de 30/12/2025 a 29/01/2026.
Este movimento consolida a disciplina de capital comunicada ao longo do 2º semestre e dá continuidade ao retorno ao acionista, após a distribuição de dividendos e JCP aprovada em 17/11/2025. Na prática, a capitalização de reservas para bonificação não altera o caixa nem a participação proporcional do investidor, mas aumenta o número de ações em circulação e sinaliza confiança na capacidade de geração de resultados recorrentes. Ao evitar desembolso, preserva liquidez para projetos e mantém previsibilidade de retorno ao acionista, enquanto ajusta a estrutura de capital e melhora a percepção de disciplina financeira. Esse encadeamento é sustentado pelo resultado robusto do 3T25, com margens elevadas e balanço leve, que reforçou a formação de reservas e abriu espaço para reconhecer o acionista sem comprometer a execução.
Além do efeito de neutralidade econômica e do reforço de governança (clarificando direitos e datas do crédito da bonificação), a medida tende a ampliar a liquidez ao aumentar o free float absoluto, alavancando a atratividade para investidores de longo prazo. Esse vetor conversa com a recomposição da base institucional observada no 2º semestre e com movimentos de gestão ativa de grandes casas — como o ajuste tático de posição reportado em 31/10/2025 pela BlackRock —, criando um ciclo virtuoso: execução operacional forte, política de retornos previsível, estrutura de capital eficiente e liquidez crescente. Em conjunto, a bonificação de 10% aparece como mais um capítulo que une retorno ao acionista, estabilidade societária e financiamento de uma agenda de crescimento com foco em internacionalização e eletrificação.







