A Tenda (TEND3) aprovou a distribuição de dividendos intercalares de R$ 100 milhões (R$ 0,825205772 por ação), com data-base em 23/12/2025, ações ex a partir de 26/12/2025 e pagamento em 07/01/2026. O valor tem como base o lucro líquido acumulado do exercício até 30/09/2025 e será imputado aos dividendos mínimos obrigatórios de 2025. O pagamento será em parcela única, sem correção monetária ou juros, e dependerá de cadastro atualizado junto ao escriturador (Itaú). O Aviso aos Acionistas trará os procedimentos operacionais.

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Este anúncio consolida a virada operacional capturada nos resultados recordes do 3T25, quando a Tenda apresentou lucro robusto, geração de caixa recorrente e alavancagem negativa, com margens do core acima de 36%. Como os dividendos intercalares usam o lucro acumulado até 30/09/2025, o payout espelha a qualidade dessa entrega e a previsibilidade construída na segunda metade do ano, preservando o ritmo de obras, repasses e lançamentos.

Em termos de alocação de capital, o pagamento dá continuidade à estratégia anunciada com a recompra para o ILP aprovada em 9 de dezembro. Na ocasião, o Conselho registrou que a recompra não prejudicaria obrigações nem dividendos, amparada por liquidez e geração de caixa. Ao materializar a distribuição agora, a companhia demonstra coerência entre incentivos de longo prazo, disciplina de capital e governança mais independente, elevando o escrutínio sobre payout e retorno ao acionista.

O anúncio também se alinha ao guidance para 2026, que projeta EBITDA robusto no core e lucro consolidado positivo, enquanto a Alea segue em ajuste. A leitura é que o dividendo intercala uma etapa da recuperação, preservando espaço para financiar lançamentos, repasses e a verticalização da Alea até 2T26, sem pressionar o balanço. Para investidores, o movimento reforça previsibilidade de margens e fluxo de caixa e ancora expectativas para o próximo ciclo.

Essa previsibilidade é suportada por um arcabouço de funding já contratado e casado ao lastro imobiliário, exemplificado pela liquidação da 13ª emissão de debêntures em 31/10, que alongou passivos, diversificou indexadores e encurtou o ciclo de caixa via securitização. Em suma, performance virou liquidez; e liquidez, agora, sustenta a remuneração ao acionista sem desviar o foco da execução em 2026.

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Construtora TendaTEND3