Em 12 de dezembro de 2025, a Tenda (TEND3) apresentou seu guidance para 2026, projetando: EBITDA do core Tenda entre R$ 950 milhões e R$ 1,05 bilhão; EBITDA Alea negativo entre R$ -70 milhões e R$ -50 milhões; vendas líquidas de R$ 5,0 bilhões a R$ 5,5 bilhões no segmento Tenda e de R$ 350 milhões a R$ 450 milhões na Alea; lucro líquido consolidado entre R$ 520 milhões e R$ 600 milhões; e fluxo de caixa operacional da Alea (na proporção da Tenda) de R$ -80 milhões a R$ -60 milhões. A companhia ressalta que as premissas podem ser revistas diante de mudanças relevantes de mercado. Este conjunto sinaliza que o core Tenda deve sustentar a rentabilidade consolidada enquanto a Alea ainda atravessa fase de ajuste e consumo de caixa, em linha com a trajetória anunciada desde a virada operacional e as metas divulgadas nos resultados recordes do 3T25 e o guidance de 2025, quando a empresa destacou a verticalização total da Alea até o 2T26 e o breakeven esperado até 2027.

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Para viabilizar as metas de vendas e EBITDA do core sem pressionar o balanço — ao mesmo tempo em que absorve a curva de maturação da Alea — a previsibilidade de funding é peça central. Em 2025, a Tenda encurtou o ciclo de caixa e alongou passivos, diversificando indexadores (DI/IPCA) e monetizando recebíveis, o que reduz a volatilidade do custo financeiro e sustenta ritmo de obras, repasses e lançamentos. Essa engenharia financeira fornece amortecedor para atravessar cenários macro desafiadores e manter o foco de rentabilidade no core, reforçando a capacidade de execução do guidance. Nesse sentido, o cronograma de captações culminou na liquidação da 13ª emissão de debêntures, estruturada para casar passivos ao lastro imobiliário e preservar capital próprio — um arcabouço coerente com a necessidade de escala e disciplina em 2026.

A credibilidade do guidance também se apoia na evolução de governança e de disclosure. Ao fortalecer a independência do Conselho, explicitar mínimos para conselheiros independentes e aprimorar comitês, a companhia reduziu assimetrias de informação e elevou o escrutínio sobre alocação de capital e risco, elementos críticos quando há coexistência de um core lucrativo e uma divisão ainda em ramp-up. Esse movimento institucional não apenas melhora o custo de capital como encadeia divulgações mais consistentes — condição-chave para acompanhar a execução das metas de 2026 e eventuais revisões. Trata-se de continuidade da reforma do Estatuto que elevou a independência do Conselho, que vem ancorando a previsibilidade do funding e a coerência entre estratégia, métricas e comunicação ao mercado.

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Construtora TendaTEND3