Na sexta-feira, 31/10/2025, a Tenda liquidou a 13ª emissão de debêntures simples, em quatro séries e colocação privada, com ingresso líquido de R$ 291,18 milhões. Este marco conclui a etapa iniciada com a 13ª emissão de debêntures e CRI aprovada em 30 de setembro, concebida para diversificar indexadores e casar passivos a DI/IPCA com o lastro do crédito imobiliário. As séries combinam remuneração atrelada ao DI (1ª: DI+1,05% a.a.) e taxas prefixadas, e estão vinculadas à securitização a ser conduzida pela Opea (513ª emissão de CRIs), com distribuição pública sob garantia firme do Bradesco BBI, em linha com a Resolução CVM 160.

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Estruturalmente, a liquidação confirma a disciplina de funding: diversificação de base de investidores, mitigação de volatilidade do custo financeiro e redução de risco de execução via garantia firme, preservando capital próprio. O movimento dá continuidade ao pipeline de monetização de recebíveis e de ring-fencing de riscos observado ao longo do semestre, como na securitização pró-soluto na 448ª emissão da Opea, com ingresso de R$ 69,3 milhões. Ao encurtar o ciclo de caixa e alongar passivos, a companhia sustenta o ritmo de obras e repasses sem pressionar o balanço, reforçando resiliência para atravessar diferentes fases do ciclo imobiliário.

Operacionalmente, os recursos reforçam capital de giro para suportar lançamentos, repasses e manutenção de VSO, em linha com a ambição de escala e preço já comunicada. A combinação de funding carimbado, maior uso de permutas e execução comercial consistente dialoga com a prévia operacional do 3T25, com aceleração de lançamentos e landbank robusto, que antecipou repasses fortes e o pipeline de projetos a reconhecer no 4T25. Em conjunto, a história que se desenha é de continuidade: performance vira liquidez, liquidez sustenta escala, e a governança mais robusta ajuda a comprimir o custo de capital, consolidando a virada operacional.

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