Na segunda-feira, 15/12/2025, a Petrobras informou ter sido notificada por Novonor S.A. – Em Recuperação Judicial e NSP Investimentos S.A. sobre um acordo de exclusividade firmado com o Shine I FIDC (gerido pela Vórtx e assessorado pela IG4), que concede 60 dias para negociar uma potencial transação envolvendo as ações da Braskem detidas pela NSP e créditos de instituições financeiras garantidos por essas ações. À luz do acordo de acionistas da Braskem, a Petrobras possui direitos de preferência e de tag along e disse que avaliará termos e condições para decidir, no momento oportuno, sobre eventual exercício desses direitos, além de estudar um novo acordo de acionistas com as partes. O enquadramento desse movimento passa por disciplina de capital e governança já explicitadas na aprovação do PN 2026–2030, com capex de US$ 109 bi, break-even médio de US$ 25/bbl e limites de dívida calibrados, que condiciona decisões estratégicas a critérios de financiabilidade, risco e retorno.
Operacionalmente e do ponto de vista de governança, os 60 dias de exclusividade funcionam como janela para testar cenários: matching dos termos do comprador, adesão a uma eventual venda via tag along ou a manutenção/renegociação de um acordo de acionistas que preserve direitos e mitigue riscos. Em qualquer desfecho, a Petrobras sinaliza que seguirá ritos internos e aprovações regulatórias, coerentes com a ênfase recente em previsibilidade financeira. Esse padrão ficou evidente no resgate antecipado das 8,75% 2026, que otimizou o perfil de passivos e reduziu a despesa financeira projetada, indicando que movimentos societários não devem comprometer alavancagem, cronograma de investimentos ou a capacidade de honrar políticas de retorno.
Estratégicamente, uma eventual reconfiguração do bloco de controle da Braskem será ponderada contra as prioridades do portfólio. Nos últimos meses, a Petrobras reforçou a concentração de capital em ativos core e de alta rentabilidade no pré-sal, como se viu na arrematação dos direitos em Mero e Atapu, elevando participações e consolidando o foco no pré-sal. Assim, o tratamento do tema Braskem tende a ser pragmático: proteger direitos econômicos e de governança, preservar opcionalidade e evitar desvios da rota que privilegia E&P resiliente, com impacto mensurável em geração de caixa. Qualquer decisão definitiva será comunicada tempestivamente, mantendo a cadência de transparência adotada nas últimas interações com o mercado.







