Rio de Janeiro, sexta-feira, 28 de novembro de 2025 — A Petrobras (PETR3, PETR4) informou que sua subsidiária integral, Petrobras Global Finance B.V. (PGF), enviou notificações de resgate antecipado aos detentores das 8,75% Global Notes com vencimento em 23/05/2026 (ISIN US71647NAQ25), no montante de US$ 344.167.000 de principal, excluídos juros capitalizados e não pagos. A precificação ocorrerá em 23/12/2025 e a liquidação em 29/12/2025, em linha com os contratos vigentes. Ao antecipar o vencimento de um título de alto cupom e próximo do prazo final, a companhia reduz o risco de concentração de dívidas em 2026 e otimiza o perfil de passivos — movimento coerente com o Plano de Negócios 2026–2030, que projeta convergência da dívida bruta para US$ 65 bi e reforça a governança de dispêndios.

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Este resgate se encaixa em uma sequência de gestão ativa do passivo: primeiro, a empresa ampliou a flexibilidade ao alongar vencimentos e reforçar liquidez; em seguida, direciona parte desse fôlego para retirar dívidas de maior custo relativo e vencimento mais próximo. Com isso, tende a reduzir a despesa financeira projetada, suavizar a curva de vencimentos de 2026 e preservar a capacidade de financiamento dos projetos prioritários de E&P e refino, sem pressionar a alavancagem. Essa trajetória ficou evidente no resultado do 3T25, quando a Petrobras alongou prazos com duas emissões internacionais e elevou as disponibilidades de caixa, abrindo espaço para movimentos oportunísticos de resgate como o anunciado hoje.

Do ponto de vista de alocação de capital, resgatar dívida cara e próxima do vencimento enquanto mantém previsibilidade de remuneração e capex integra a narrativa de disciplina recente. A calibragem do endividamento bruto, associada a limites e critérios de financiabilidade do PN, busca sustentar investimentos com geração de caixa, sem elevar o risco financeiro. Esse arranjo reforça a visibilidade de fluxos e a capacidade de financiar o ciclo 2026–2030 com menor volatilidade de custo. Em paralelo, a Petrobras preserva a coerência da política de retornos, como demonstrou a previsibilidade de remuneração ao acionista evidenciada no pagamento de JCP de 21/11/2025. Em síntese, o resgate das 8,75% 2026 consolida a estratégia iniciada de alongar primeiro e, depois, otimizar o custo do passivo, mantendo alinhamento entre execução operacional, governança financeira e estabilidade de distribuição.

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