A São Martinho (SMTO3) informou o encerramento do período de moagem da safra 2025/26 (12M26) em 10/12/2025, com 21,67 milhões de toneladas de cana processadas, ATR médio de 139,4 kg/t e ATR total produzido de 3.020,7 mil t. Segundo a companhia, os números ficaram em linha com o guidance atualizado. O mix refletiu as condições de mercado, com 51% do ATR destinado ao etanol e 49% ao açúcar, preservando a flexibilidade comercial. O comunicado ressalta que o anúncio cobre apenas a operação agrícola de cana; as unidades de etanol de milho e de energia elétrica seguem operando, conforme planejado.
Este encerramento consolida a reprogramação de safra e a disciplina de capital iniciadas na revisão do guidance da safra 2025/26, com ATR de 3.027,5 mil t e capex de R$ 2,8 bi. À luz daquele plano, o realizado indica moagem ligeiramente menor (21,67 mi t vs 22,0 mi t projetadas), parcialmente compensada por ATR médio superior (139,4 kg/t vs 137,6 kg/t), mantendo o ATR total praticamente em linha. O mix alcooleiro de 51% reforça a leitura de preços relativos e a estratégia de preservar margem via flexibilidade operacional, enquanto os projetos foram reescalonados para otimizar manutenção e tratos culturais.
Essa execução também valida o sinal dado nos resultados do 2T26 e na revisão do guidance 12M26, quando a companhia previu manter o mix 49% açúcar/51% etanol, estimou 22,0 mi t de cana e projetou o encerramento das unidades de SP até 20/11. Embora o prazo de fechamento total do ciclo agrícola tenha se estendido até 10/12, a convergência dos volumes e do ATR ao intervalo indicado sugere controle do impacto climático via ajustes de cronograma, hedge de açúcar e disciplina de custos, além de continuidade das operações de milho e energia para suavizar a sazonalidade.
Do lado financeiro, o fechamento da safra ocorre com a estrutura de capital reforçada pela 8ª emissão de debêntures incentivadas aprovada em 10/11, que alongou e diversificou o funding sob a Lei 12.431. Esse movimento se alinha ao reescalonamento de capex e à preservação de liquidez para a transição entre safras, amparando a continuidade das plantas de etanol de milho e a venda de energia no período de entressafra, além de sustentar a preparação da safra 2026/27.







