Nesta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, a São Martinho (SMTO3) reportou lucro líquido de R$ 176,4 mi no 2T26 da safra 2025/26, com receita líquida de R$ 1,7 bi e EBITDA ajustado de R$ 816,9 mi; a companhia também atualizou o guidance 12M26, projetando queda de 2,7% na cana processada e capex total de R$ 2,8 bi.
Segundo o quadro de destaques financeiros, a receita líquida recuou 6,3% ante o 1T26 e 11,3% frente ao 2T25. O EBITDA ajustado avançou 1,5% na comparação trimestral e caiu 13,4% ano a ano, com margem de 47,0% (43,3% no 1T26 e 48,1% no 2T25). O EBIT ajustado somou R$ 366,8 mi, margem de 21,1%. O lucro caixa foi de R$ 209,1 mi. A alavancagem atingiu 1,57x (Dívida Líquida/EBITDA Ajustado LTM).
No guidance de produção, a companhia atribuiu a revisão a "condições climáticas adversas", citando "menor ocorrência de chuvas", menor produtividade (-2,7%) e ATR médio menor (-1,6%). As projeções indicam 22,0 mi t de cana processada, ATR médio de 137,6 kg/t e TRS produzido 4,3% menor em relação ao guidance inicial. O mix estimado permanece em 49% açúcar e 51% etanol, com encerramento da safra nas unidades de SP até 20 de novembro de 2025. "Não houve alterações nas estimativas de produção da operação de etanol de milho".
O capex total para 12M26 foi atualizado para R$ 2,8 bi, queda de 5,3%, com "otimização de custos de plantio e tratos culturais", mudanças no cronograma de manutenção agroindustrial "totalizando R$ 30 mi", ajustes na reposição de frota e desembolsos de projetos em fase final.
Nas margens por produto (6M26), o açúcar teve preço realizado de R$ 2.377,6/ton, custo caixa de R$ 1.918,7/ton e margem operacional ajustada de 19,3% (19,9% no 6M25). O etanol registrou preço de R$ 2.780,3/m³, custo caixa de R$ 2.794,5/m³ e margem de -0,5% (-1,3% no 6M25).
Em comercialização, até 30/09/25 estavam faturados 51,2% do açúcar (41% precificado), 44,0% do etanol de cana (56% a precificar) e 43,2% do etanol de milho (57% a precificar). Do ATR produzido, 52,9% estava comercializado e faturado.
Na operação de milho (6M26), a receita líquida foi de R$ 424,9 mi e o EBITDA de R$ 146,2 mi, com margem de 34,4%. O custo do milho ficou em ~R$ 53/saca (estoques ~R$ 52/saca e entregas futuras ~R$ 53/saca). Foram compradas 383.364 t, com preço líquido de R$ 52,0 a R$ 52,5/saca; as despesas operacionais "devem normalizar na Safra 25/26", somando R$ 120 mi.
No mercado de açúcar, o preço realizado no 6M26 foi de R$ 2.378/ton; o hedge+MTM indica ~R$ 2.467/ton para a safra 25/26 e ~R$ 2.080/ton para 26/27, com 194,0 mil t e posições adicionais de FX (26/27) a 6,1 USD/R$. Em 30/09/25, a dívida bruta era de R$ 8,6 bi, as disponibilidades somavam R$ 3,2 bi e a dívida líquida R$ 5,4 bi; a parcela em moeda estrangeira na dívida líquida era de -1,6%.
Como próximos passos, a São Martinho (SMTO3) prevê concluir a safra nas unidades de São Paulo até 20 de novembro de 2025 e manter o mix 49% açúcar e 51% etanol, "reflexo das condições do mercado" consideradas no guidance 12M26.







