A Telefônica Brasil (VIVT3) informou nesta terça-feira, 9 de dezembro de 2025, que o Conselho de Administração aprovou encaminhar à assembleia geral extraordinária proposta de redução de capital social em R$ 4 bilhões, sem cancelamento de ações, com restituição em moeda corrente nacional a ser paga em parcela única até 31 de julho de 2026, em data a ser definida. Segundo a companhia, a medida visa aprimorar a estrutura de capital e ampliar a flexibilidade de alocação, equilibrando necessidades de recursos e geração de valor. A efetivação dependerá da deliberação da AGE e observará o prazo legal de 60 dias após a publicação da ata, conforme a Lei das S.A.
Este passo dá continuidade a uma política de retornos previsíveis e recorrentes. Em 25/11, a Vivo reforçou o pipeline de proventos ao agendar o pagamento dos JSCP do 1º tri definido para 02/12/2025. A dinâmica de antecipar créditos e imputá-los ao dividendo obrigatório de 2025 evidenciou a combinação de disciplina de caixa e comunicação clara com o mercado. Ao propor agora uma redução extraordinária, a companhia sinaliza que a geração operacional e a gestão de balanço permitem devolver capital sem comprometer os investimentos em 5G, FTTH e serviços digitais, preservando previsibilidade de fluxo ao acionista e coerência com sua política de remuneração.
Além de JSCP, a empresa tem usado recompras como alavanca de eficiência por ação e de governança dos proventos, como no recalculo de JSCP após recompras em novembro. Enquanto as recompras reduzem a base acionária e elevam o valor por ação, a redução de capital proposta devolve recursos sem alterar o número de ações, ajustando a estrutura (alavancagem e custo de capital) e simplificando o balanço. A execução continuará condicionada à aprovação em assembleia e ao prazo legal de oposição de credores de 60 dias, com a data exata de pagamento a ser definida pela Diretoria, em linha com a prática de cronogramas e comunicação já adotada.
Do lado dos fundamentos, a decisão encontra suporte nos números do 3T25: lucro, geração de caixa e recompras sustentaram proventos. Naquele trimestre, a Vivo reportou avanço de EBITDA, caixa operacional robusto e um ano com R$ 5,676 bilhões distribuídos/comprometidos em 2025 entre JSCP, redução de capital e recompra, incluindo mais de R$ 1,4 bilhão em recompras e o cancelamento de 34,74 milhões de ações. Somado a isso, a companhia projetou R$ 4,5 bilhões em vendas de ativos com captura concentrada em 2026–2027, ampliando a folga financeira para equilibrar investimento e retorno — contexto que sustenta uma devolução extraordinária de capital.
Em paralelo, a Vivo segue reordenando seus ativos estratégicos para acelerar crescimento e liberar eficiências, como no aumento de controle na Fibrasil para 75,01% e ratificação em assembleia, que alinhou incentivos na infraestrutura de fibra e padronizou governança. Ao combinar investimentos seletivos em ativos core com medidas de simplificação societária e retornos ao acionista, a empresa reforça um padrão: fortalecer a base de geração de caixa e, quando houver excesso ou oportunidades de otimização, devolver recursos de forma transparente e alinhada à Lei das S.A. e às melhores práticas de RI.







