Com lucro líquido de R$ 1,888 bilhão (+13,3% a/a), receita de R$ 14,949 bilhões e EBITDA de R$ 6,486 bilhões (margem de 43,4%), o 3T25 da Vivo reforça um ciclo de crescimento sustentado por fibra, 5G e disciplina de capital. Este resultado consolida a estratégia de retornos recorrentes aos acionistas sinalizada pelo JSCP de R$ 400 milhões anunciado em setembro, financiada por geração de caixa e pela melhora das métricas por ação.

Continua após o anúncio

No operacional, o EBITDA AL avançou 9,2% a/a (margem de 34,3%), a base total chegou a 116,6 milhões de acessos (+1,2% a/a) e o 5G já cobre 683 municípios (1,7x a/a). No móvel, a RSM cresceu 5,5% a/a puxada pelo pós-pago (+8,0% a/a), que representa 86% da receita, com ARPU de R$ 31,5 (+3,9% a/a) e churn de 0,98% no pós ex‑M2M/dongles. No fixo, FTTH avançou 10,6% a R$ 1,98 bilhão, com 30,5 milhões de casas passadas e 7,6 milhões conectadas (churn de 1,46%). Em B2B, TIC e serviços digitais cresceram 22,8% a/a, com destaque para Cloud (+46,2%) e Segurança (+20,6%). O capex ex‑IFRS 16 foi de R$ 2,603 bilhões (17,4% da receita), sustentando a expansão de FTTH e 5G.

A aceleração em serviços digitais corporativos dialoga com a diversificação em adjacências, em linha com a reorganização da Vivae via Vivo Ventures e combinação com a Ada. Ao ampliar ofertas de maior valor para empresas, a Vivo reforça monetização além da conectividade, enquanto o core em fibra e 5G sustenta escala e qualidade. O fluxo de caixa operacional somou R$ 3,883 bilhões (+12,4% a/a) e o FCL R$ 1,762 bilhão, mesmo com despesa financeira de R$ 666,4 milhões e passivo de R$ 6 bilhões referente à taxa FISTEL TFF. A companhia ainda projeta R$ 4,5 bilhões em vendas de ativos, com captura concentrada em 2026 e 2027, o que tende a ampliar a flexibilidade para investir e remunerar.

Do lado da alocação de capital, 2025 já somou R$ 5,676 bilhões em remuneração (JSCP, redução de capital e recompra). O capital foi otimizado com mais de R$ 1,4 bilhão em recompras e o cancelamento de 34,74 milhões de ações, reduzindo a base e elevando a eficiência por ação. Esse desenho preserva previsibilidade, reforçada pela confirmação do valor por ação do JSCP de outubro, cujo cálculo reflete a disciplina do programa de recompra. Com caixa líquido de R$ 2,997 bilhões (ex‑IFRS 16) e dívida majoritariamente em moeda local, a Vivo mantém espaço para seguir expandindo 5G e FTTH enquanto sustenta um playbook de retornos recorrentes e investimento seletivo em ativos e serviços de maior valor.

Publicidade
Tags:
Telefônica BrasilVIVT3