Em 12 de novembro de 2025, a Telefônica Brasil (VIVT3) concluiu a aquisição de 50% do capital da Fibrasil Infraestrutura e Fibra Ótica S.A. por R$ 858.001.662,32, elevando sua participação para 75,01%, enquanto a Telefónica Infra S.L. Unipersonal permanece com 24,99%. O fechamento ocorre após as autorizações regulatórias e o cumprimento das condições precedentes do fato relevante de 10 de julho. O pacote envolveu as ações do “Grupo La Caisse” (La Caisse e Fibre Brasil) e bônus de subscrição que foram cancelados no fechamento. A operação será submetida à assembleia geral para ratificação, nos termos do art. 256, II da Lei das S.A., com direito de recesso aos dissidentes e documentação a ser divulgada conforme a Resolução CVM 81.
Estratégica e operacionalmente, o aumento de controle na Fibrasil tende a acelerar decisões de expansão, padronizar a governança do ativo de rede neutra e capturar sinergias na ocupação de fibra, ao reduzir fricções contratuais e alinhar incentivos entre investimento, comercialização e manutenção. O movimento consolida a prioridade da Vivo em infraestrutura de alta qualidade como base do crescimento em banda larga e no móvel, fortalecendo a monetização via upsell, redução de churn e diferenciação de experiência. Esse passo dialoga diretamente com o avanço recente em FTTH e 5G e com a disciplina de capital observada no desempenho da fibra e do 5G no 3T25.
Além do impulso comercial, a aquisição reforça um padrão de execução já visível: simplificar estruturas, concentrar controle em ativos estratégicos e reduzir custos indiretos para destravar escala e eficiência. Ao integrar decisões de infraestrutura com a operação comercial, a companhia tende a encurtar time-to-market, otimizar capex por casa passada/conectada e elevar a taxa de ocupação de rede, sustentando margens. Esse desenho se alinha à lógica de governança que a Vivo vem aplicando em suas controladas e adjacências, usando reorganizações societárias como alavanca para sinergias operacionais, um caminho exemplificado pela incorporação da IPNet para simplificar estruturas e capturar sinergias operacionais.
Por fim, a consolidação na Fibrasil se encaixa no playbook de alocação de capital que combina ativos core com adjacências de maior valor, preservando previsibilidade de caixa e remuneração aos acionistas. A companhia tem usado estruturas dedicadas para acelerar teses específicas sem pressionar o balanço e com controle de riscos, o que reforça coerência estratégica entre rede, serviços e inovação. Nesse sentido, a aceleração de ofertas B2B e digitais por veículos especializados ecoa a mesma disciplina vista na reorganização da Vivae via Vivo Ventures e combinação com a Ada, indicando uma trajetória em que governança, escala e eficiência convergem para destravar valor no médio prazo. A ratificação em assembleia é o próximo marco para consolidar essa etapa.







