Nesta segunda-feira, 24 de novembro de 2025, a Telefônica Brasil (VIVT3) recalculou o valor por ação dos Juros sobre Capital Próprio (JSCP) declarados em 13/11/2025, em função de aquisições no Programa de Recompra até a data de corte. O valor bruto por ação passou de R$ 0,10608541339 para R$ 0,10630143820. Com retenção de 15% de IR (R$ 0,01594521573), o valor líquido por ação ficou em R$ 0,09035622247, ante R$ 0,09017260138 antes do ajuste. O crédito considerará a posição acionária ao fim de 24/11/2025; após essa data, os papéis são negociados ex-juros. O pagamento ocorrerá até 30/04/2026, em data a ser definida pela Diretoria, conforme comunicado assinado pelo CFO e DRI, David Melcon Sanchez-Friera.
O ajuste, embora marginal, ilustra a mecânica de governança do programa: quando há recompras entre a declaração e a data de corte, a base acionária diminui e o montante por ação tende a subir. Diferentemente de outubro, quando a companhia manteve inalterado o valor por ação por não ter havido recompras no período, conforme a confirmação do valor por ação do JSCP de outubro sem ajustes por recompra, o recálculo atual reflete aquisições efetivadas. Para o investidor, isso reforça previsibilidade: a Vivo explicita previamente o tratamento contábil, vincula o crédito à posição na data de corte e preserva o cronograma de pagamento até abril de 2026. Além de proteger a equidade entre acionistas, a política alinha remuneração ao ritmo de otimização da estrutura de capital via recompras e cancelamentos.
Esse movimento dialoga com a estratégia de 2025 de elevar eficiência por ação combinando crescimento operacional, disciplina de capital e redução da base de ações. O desempenho recente evidenciou geração de caixa suficiente para sustentar retornos e investimentos, e destacou a racionalidade do programa de recompras, incluindo as recompras superiores a R$ 1,4 bi e o cancelamento de 34,74 milhões de ações reportados no 3T25, que melhoram métricas por ação e dão lastro a proventos. Ao mesmo tempo, a empresa vem simplificando estruturas para capturar sinergias e reduzir custos indiretos, o que aumenta a previsibilidade de caixa que financia o pipeline de JSCP. Essa coerência entre alocação de capital, eficiência operacional e remuneração recorrente também apareceu na incorporação da IPNet que simplificou estruturas e reforçou o playbook de remuneração recorrente, sinalizando continuidade: ajustes táticos como o recálculo de hoje são peças de um desenho maior de criação de valor de longo prazo.







