A Lavvi apresentou números fortes no LTM encerrado no 3T25: lucro líquido de R$ 429 milhões, receita líquida de R$ 1,807 bilhão e ROE de 29%. Em relação ao LTM do 3T24, a receita avançou 47%, o lucro bruto subiu 58% com margem de 35% e o lucro líquido cresceu 38%. No operacional, os lançamentos no % Lavvi somaram R$ 2,438 bilhões e as vendas atingiram R$ 2,072 bilhões, com VSO LTM de 54%. O portfólio recente inclui Le Six, Soleil by Boca do Lobo, Heaven by yoo e Petra by Boca do Lobo. A marca Novvo, no segmento econômico, acumula R$ 1,9 bilhão de VGV em dois anos. O landbank total é de R$ 10,2 bilhões (R$ 6,6 bilhões no % Lavvi) e a dívida líquida está em R$ 74 milhões (0,1x EBITDA; 4% do PL). Para 2025, o material descreve possibilidades de até R$ 2,8 bilhões em VGV % Lavvi (mais R$ 633 milhões em Novvo), com a ressalva de que não constitui guidance.

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Este avanço consolida a trajetória de rentabilidade observada nos resultados do 3T25, com ROE anualizado de 29% e R$ 124,7 mi em dividendos, e sugere que a combinação de margens elevadas, baixo endividamento e carteira de projetos em praças premium segue se convertendo em lucro recorrente. O salto de 47% na receita e de 58% no lucro bruto no LTM, aliado ao VSO de 54% e a um estoque majoritariamente recente, criam previsibilidade para apropriação de margens ao longo do ciclo de obras. Em paralelo, a manutenção de lançamentos relevantes e a disciplina comercial mitigam a oscilação trimestral de vendas, enquanto a diversificação entre alto padrão e segmento econômico via Novvo sustenta o giro e protege o ROE.

Do lado do funding, a robustez do balanço (dívida líquida de apenas R$ 74 milhões, 0,1x EBITDA) dialoga com a estratégia de casar captação com o cronograma de obras e aquisições. A empresa operacionalizou essa arquitetura com o encerramento da oferta de CRIs de R$ 400 milhões em três séries, o que alongou passivos, ancorou projetos específicos e reduziu a volatilidade do custo de capital. Essa combinação sustenta a janela de lançamentos do 4T25–2026 e dá lastro às possibilidades listadas para 2025 — ainda que não configurem guidance —, preservando flexibilidade para calibrar lançamentos por praça e faixa de renda conforme demanda e velocidade de vendas.

No front de produto, a narrativa atual reforça o mix que a Lavvi vem enfatizando: high-end em endereços icônicos — como Le Six e Heaven by yoo — combinado ao giro do segmento de acesso pela Novvo. Essa diretriz já aparecia na estratégia MCMV + alto padrão e expansão do landbank a R$ 10,2 bi, que incluiu a entrada em São Caetano do Sul e a aceleração de fases da Novvo. Agora, com pipeline em desenvolvimento em regiões premium (Ipê, Clodomiro e Hípica) e VSO LTM de 54%, a companhia sinaliza continuidade de execução, equilibrando tíquete médio, velocidade de vendas e apropriação de margens ao longo do ciclo.

Por fim, a eficiência operacional e o ROE de 29% ajudam a explicar o foco em retorno ao acionista. O reforço de caixa e a previsibilidade derivada do backlog e do funding permitiram elevar o payout, como evidenciado pelo dividendo adicional de R$ 150 milhões aprovado em novembro. Em conjunto, a disciplina de capital, a aceleração do landbank e a arquitetura de financiamento criam um ciclo virtuoso: capacidade de lançar, vender e reconhecer margens sem pressionar o balanço — condição-chave para sustentar crescimento com distribuição de proventos.

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