A Lavvi (LAVV3) reportou prévia operacional do 3T25 com lançamentos de R$ 250 milhões no %Lavvi e vendas líquidas de R$ 336 milhões (R$ 526 milhões na visão total). A VSO foi de 17% no trimestre e de 54% em 12 meses. Nos 9M25, os lançamentos somaram R$ 1,5 bilhão no %Lavvi e as vendas R$ 1,2 bilhão (-27% A/A), com queda de 32% das vendas no %Lavvi ante o 3T24 por base comparativa elevada. O trimestre marcou dois projetos MCMV via Novvo: a primeira fase do Novvo Vila Prudente (900 unidades; VGV potencial de R$ 271 mi; 21% vendido em menos de um mês; 100% %Lavvi) e o Astro Santa Marina, em parceria com a Cury (VGV potencial de R$ 266 mi; 40% %Lavvi via equivalência; 75% vendido). As vendas brutas somaram R$ 590,8 milhões, distratos de R$ 65 milhões (11%), geração de caixa de R$ 6 milhões no trimestre (R$ 76 milhões ex-terrenos). O estoque a valor de mercado totalizou R$ 2,5 bilhões (7,3% concluído; R$ 2,2 bilhões no %Lavvi), sendo 70% de produtos lançados a partir de 2024 e 62% em obras; excluídos empreendimentos zerados, a média ponderada alcança 82% vendido. A companhia também entregou o Villa Versace (lançado em 2021) e reforçou o landbank para R$ 10,2 bilhões, incluindo entrada como sócia majoritária (55%) em projeto de alto padrão no bairro Cerâmica (São Caetano do Sul), com VGV potencial de R$ 782 milhões, 100% permuta e lançamento previsto para o 4T25.
Este conjunto de movimentos consolida a estratégia de combinar giro no MCMV com high-end em praças premium, sustentada por funding casado ao pipeline. A expansão do landbank, a aceleração de lançamentos e o perfil de caixa ex-terrenos dialogam com a 3ª emissão de notas comerciais para lastrear CRIs aprovada em outubro, que direciona recursos a aquisição de terrenos e obras. Ao ancorar captação em recebíveis, a Lavvi preserva disciplina de capital e reduz pressão sobre o balanço em um ciclo de lançamentos mais intenso, especialmente diante do projeto de São Caetano e da continuidade dos produtos Novvo. Em paralelo, a elevada VSO em 12 meses e a venda rápida das primeiras fases reforçam a tese de execução comercial, enquanto o pagamento em permuta no novo terreno atenua desembolsos iniciais e equilibra o perfil de caixa até o 4T25–2026.
Na leitura de tendências, o recuo de vendas no %Lavvi versus 3T24 reflete a base robusta do ano anterior, mas a manutenção de VSO LTM em 54% e de estoques majoritariamente recentes (pós-2024) sustenta a narrativa de giro saudável e preparação para a janela de lançamentos do 4T25. Nesse contexto, a visibilidade junto ao mercado e a eficiência na negociação das ações tornam-se relevantes para suportar o ciclo de crescimento, em linha com a troca do formador de mercado para a Itaú Corretora em setembro de 2025. A coordenação entre execução operacional (lançamentos e entregas), funding via mercado de capitais e gestão de liquidez em bolsa tende a reduzir custo de capital, dar previsibilidade ao cronograma de obras e acelerar a conversão do landbank em resultados.







