A Lavvi encerrou o 3T25 com lucro de R$ 104 mi, margem líquida de 25,1% e receita de R$ 415 mi (+5% A/A), sustentando expansão de rentabilidade frente ao 3T24 (margem de 22%). Nos 9M25, o lucro somou R$ 309 mi (+39% A/A), com ROE anualizado de 29% e backlog de R$ 2,4 bi a apropriar com margem bruta de 37,0%. O Conselho aprovou R$ 124,7 mi em dividendos (pagamento em 26/11), reforçando a tese de geração de caixa ao acionista, enquanto a dívida líquida permaneceu baixa (R$ 74 mi) e a margem líquida segue consistentemente acima de 20% desde o IPO.

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No operacional, as vendas líquidas %Lavvi foram de R$ 336 mi no trimestre (-32% A/A), reflexo de base forte em 2024, com VSO de 17% no tri e 54% em 12 meses. Os lançamentos totalizaram R$ 425 mi (visão 100%), combinando Novvo Vila Prudente e Astro Santa Marina, e houve a entrega do Villa Versace (VGV R$ 704 mi). Essa dinâmica confirma o mix entre Novvo (MCMV) e alto padrão e sustenta estoque recente (R$ 2,5 bi) e landbank robusto (R$ 10,2 bi), em linha com a prévia operacional do 3T25 que consolidou a estratégia MCMV + alto padrão e a entrega do Villa Versace. Com margem bruta ajustada de 37,6% e 83% de solução financeira no Villa Versace, a companhia preserva capacidade de reconhecimento de margem nos próximos trimestres, apoiada por backlog de R$ 2,4 bi a 37,0%. Esse colchão de resultados suaviza a volatilidade de vendas do trimestre.

Como evento subsequente, a Lavvi aprovou a emissão do 3º CRI (R$ 400 mi) em três séries, combinando CDI e IPCA, alongando passivos e casando captação com obras e aquisições. A destinação específica dos recursos mitiga pressão sobre o caixa e preserva alavancagem, sustentando a janela de lançamentos do 4T25–2026. Esse passo operacionaliza a arquitetura de funding delineada na 3ª emissão de notas comerciais aprovada em outubro para lastrear CRIs da Opea. Ao estruturar séries com remuneração calibrada via bookbuilding e swaps que convertem exposição a IPCA em CDI, a Lavvi amplia previsibilidade do custo de capital, favorecendo a manutenção de margens acima de 20% em um ciclo de obras mais intenso, coadunado com ROE de 29% e baixa dívida líquida.

Na sequência, a companhia concluiu a captação, convertendo a autorização em recursos efetivos com o encerramento da oferta pública de CRIs em três séries (R$ 400 mi). Com funding assegurado, VSO LTM elevada (54%) e estoque majoritariamente recente, a Lavvi equilibra crescimento (lançamentos como São Caetano e continuidade do Novvo) com retorno ao acionista (R$ 124,7 mi em dividendos aprovados) e disciplina de capital. Em síntese, o 3T25 consolida a estratégia iniciada no 2º semestre: casar funding com pipeline, sustentar margens e acelerar a conversão do landbank em resultados.

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