Em 19 de novembro de 2025, a Lavvi anunciou que o Conselho de Administração aprovou, ad referendum da AGO a ser realizada até 30 de abril de 2026, dividendos adicionais de R$ 150 milhões, equivalentes a R$ 0,76752115718 por ação (excluídas as ações em tesouraria). Terão direito os acionistas posicionados em 21 de novembro de 2025; os papéis serão negociados ex-dividendos a partir de 24 de novembro, e o pagamento ocorrerá em 4 de dezembro de 2025, isento de IR conforme art. 10 da Lei 9.249/1995. O movimento reforça a disciplina de capital e dá continuidade ao retorno iniciado com os resultados do 3T25, quando a companhia reportou lucro robusto e aprovou R$ 124,7 milhões em dividendos.
A decisão vem no rastro de um trimestre que combinou geração de caixa, margem líquida acima de 20% e alavancagem contida, além de backlog expressivo a apropriar — fatores que sustentam a previsibilidade para distribuir proventos sem comprometer o ciclo de obras. Em paralelo, a companhia estruturou seu funding para lançamentos e construção previstos para 4T25–2026, mitigando pressão sobre o caixa corporativo ao casar captação com recebíveis e o cronograma de execução. Esse arranjo fortalece a previsibilidade do custo de capital e cria espaço para manter o ritmo de crescimento enquanto eleva o payout, como evidenciado pelo encerramento da oferta de CRIs de R$ 400 milhões em três séries.
Estratégicamente, o dividendo adicional não é um ato isolado, mas a consequência de um modelo de negócios que equilibra giro no segmento de acesso com projetos de alto padrão em praças premium, ancorado em captação de mercado e disciplina de balanço. Esse mix acelera a conversão do landbank em resultados, mantém VSO elevada e ajuda a amortecer oscilações de vendas de um trimestre para outro, preservando margens e ROE. Nesse contexto, a Lavvi dá continuidade à estratégia de MCMV via Novvo somada ao high-end, com landbank de R$ 10,2 bilhões e VSO de 54% em 12 meses, o que sustenta a capacidade de remunerar o acionista enquanto avança no pipeline.







