Em 8 de dezembro de 2025, o conselho da Klabin aprovou a distribuição de dividendos intercalares de R$ 1,112 bilhão (R$ 0,18238868899 por ação ON ou PN e R$ 0,91194344495 por Unit), a serem pagos em quatro parcelas iguais de R$ 278 milhões em 27/02/2026, 20/05/2026, 19/08/2026 e 12/11/2026. Terão direito os acionistas na base de 15/12/2025 (ex a partir de 16/12/2025). Os proventos serão imputados ao dividendo obrigatório e computados para o Target da Política de Dividendos. Em paralelo, aprovou aumento de capital com bonificação de 1% (1 ação para cada 100), por capitalização de R$ 800 milhões da reserva estatutária, emitindo 61.796.819 novas ações (22.899.014 ON e 38.897.805 PN). Farão jus à bonificação os acionistas na base de 17/12/2025 (ex a partir de 18/12/2025; crédito em 22/12/2025), e as ações bonificadas não participam dos dividendos mencionados; frações poderão ser negociadas entre 22/12/2025 e 21/01/2026, com rateio do leilão posterior; custo fiscal de R$ 12,94564988922 por ação.
Este anúncio consolida a virada de previsibilidade de remuneração e disciplina de capital que a companhia ancorou na revisão das políticas financeiras e de dividendos aprovada e detalhada na Apresentação Institucional do 3T25, que introduziu guardrails de alavancagem (até 3,9x em ciclos), payout entre 10% e 20% do EBITDA Ajustado e gates mais rigorosos para projetos. Ao escalonar os pagamentos ao longo de 2026 e combinar com uma bonificação simbólica de 1% proveniente de reservas, a Klabin sinaliza preferência por estabilidade de fluxo e manutenção da flexibilidade para capex, preservando rating e liquidez. Além disso, ao imputar os proventos ao dividendo obrigatório e ao Target da política, a empresa reforça a coerência entre o estatuto, o framework de capital allocation e a execução prática, reduzindo volatilidade de desembolsos e fortalecendo a visibilidade para o investidor de longo prazo.
O movimento também dá continuidade à trajetória de proventos registrada ao longo de 2025, marcada pela distribuição de R$ 318 milhões em novembro/25. Em conjunto, esse padrão sinaliza recorrência e cadência sem sacrificar o balanço, mesmo em um ambiente ainda volátil para celulose. A combinação de resiliência em papéis e embalagens, queda do custo caixa e foco em margens permitiu à companhia manter pagamentos consistentes, enquanto o escalonamento de 2026 reduz picos de saída de caixa e melhora o planejamento do investidor pessoa física e institucional. A bonificação, por sua vez, ajusta a base acionária com impacto econômico neutro, devolvendo parte de reservas ao acionista e reforçando o compromisso com uma estrutura de capital equilibrada.
Do lado do funding, a previsibilidade dos proventos é viabilizada por uma gestão ativa de passivos e reciclagem de capital que alongou duration, diluiu vértices e reduziu risco de refinanciamento, como evidenciado pelo Term Loan de US$ 150 milhões celebrado em outubro/25. Essa arquitetura, combinada à monetização de ativos florestais e ao casamento da escada de amortizações com o ciclo operacional, abre espaço para compromissos calendarizados de dividendos sem pressionar a alavancagem. Em suma, a decisão de hoje não é um evento isolado: ela dá continuidade a uma estratégia de governança, alocação de capital e gestão de liquidez que prioriza previsibilidade, disciplina e capacidade de atravessar o ciclo com remuneração ao acionista sustentável.







