A Klabin, na Apresentação Institucional do 3T25, atualizou as políticas financeiras e de dividendos aprovadas em 29/10/2024: alavancagem-alvo até 3,9x (Dívida Líquida/EBITDA em US$) em ciclos de investimento; gate de projetos orgânicos e inorgânicos a partir de US$ 1,2 bi; ciclo de 12 meses após o start-up; e payout entre 10% e 20% do EBITDA Ajustado. Frente à diretriz de junho/2020 (teto de 4,5x em ciclos, ticket mínimo de US$ 1,0 bi, 24 meses e payout de 15%–25%), a revisão reduz o risco em ciclo, eleva a régua de projetos e encurta prazos, reforçando disciplina e previsibilidade. O endosso do Conselho se conecta à institucionalização dos fluxos de governança, como a Política “CA” do Sistema Normativo aprovada em agosto/24, que padronizou níveis, prazos de revisão e rastreabilidade para ajustes estratégicos.

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O material também reafirma o modelo integrado (florestas certificadas, celulose, papéis e embalagens) e o pipeline: Puma II (segunda fase com +460 mil t/ano em 2023), start-up da Figueira em 2024 (240 mil t/ano), closing do Projeto Caetê e o “Projeto Plateau”, que antecipa a monetização de terras. Essa trilha combina crescimento com reciclagem de capital, reduzindo a intensidade de balanço em ativos florestais. A coerência desse desenho aparece no fechamento das SPEs florestais que trouxeram R$ 600 milhões em caixa, mecanismo asset-light que converte landbank em fluxos contratados, alivia a necessidade de dívida própria e cria folga para alocar capital dentro do novo range de alavancagem.

Ao estabelecer guardrails de alavancagem e payout, a companhia ancora decisões de funding, capex e distribuição. Na virada de 2025, já operava dentro do teto de 3,9x, com forte geração de caixa, queda de custos e gestão ativa do passivo, confirmando execução aderente às novas políticas. Esse quadro está refletido no 3T25: dívida líquida/EBITDA em US$ de 3,6x e margem de 39%, com FCL de 12 meses fortalecido, sinalizando que o balanço comporta investimentos seletivos e preserva espaço para remuneração ao acionista, sem pressionar liquidez.

Na dimensão de proventos, a migração do payout para 10%–20% do EBITDA Ajustado busca suavizar a ciclicidade e dar previsibilidade, especialmente em ambientes de preço de celulose mais fracos. Em 2025, a prática corroborou a diretriz: além de pagamentos ao longo do ano, a companhia aprovou a distribuição de R$ 318 milhões em dividendos em novembro/25, evidenciando que disciplina de capital, monetização de ativos e perfilagem do passivo podem coexistir com remuneração recorrente. Em conjunto, políticas revisadas, pipeline operacional e agenda asset-light desenham um ciclo de crescimento menos intensivo em capital e com menor risco financeiro.

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