Na quarta-feira, 15 de outubro de 2025, a Klabin (KLBN3, KLBN4, KLBN11) celebrou um Term Loan de US$ 150 milhões, com amortizações no 5º, 6º e 7º anos e custo all-in de SOFR + 1,61% ao ano. A operação, realizada nos termos da Resolução CVM nº 44/2021 e assinada pelo Diretor Financeiro e de RI, Marcos Paulo Conde Ivo, foi descrita pela companhia como parte do contínuo processo de gestão do endividamento.
Este movimento dá continuidade à estratégia de gestão proativa do passivo, que já havia sido evidenciada pela liquidação antecipada integral de um empréstimo sindicalizado de aproximadamente US$ 120 milhões que venceria em 2028. Na prática, a companhia combina pré-pagamentos seletivos com novas captações em prazos intermediários, empurrando desembolsos relevantes para 2030–2032, mitigando a concentração de vencimentos em 2026–2028 e casando a curva de amortizações ao ciclo florestal e à geração de caixa. Ao reconfigurar a escada de vencimentos e manter disciplina de custo, o Term Loan reforça a flexibilidade para continuar substituindo dívidas menos aderentes ao plano industrial, preservando a liquidez operacional e o ritmo de desalavancagem.
Em paralelo, a Klabin vem alongando passivos via mercado de capitais, como demonstrado na conclusão da 1ª emissão de CPR-Fs de R$ 1,5 bilhão, que ancorou vértices em 2032 e 2035 e combinou indexadores. A complementaridade entre instrumentos (CPR-Fs de longo prazo e Term Loan amortizável em 5–7 anos) cria um perfil mais equilibrado de duration e custo, distribui riscos e amplia o leque de alternativas para otimização do passivo ao longo do ciclo. Esse desenho fortalece a previsibilidade do custo financeiro e reduz a dependência de janelas específicas de mercado, aumentando a resiliência frente a volatilidade de taxas e liquidez.
Do lado da geração e reciclagem de caixa, a agenda asset-light sustenta essa arquitetura de funding, ao liberar recursos e diminuir a necessidade de endividamento próprio para financiar a base florestal. Esse pilar ficou claro com o fechamento das SPEs florestais que trouxeram R$ 600 milhões em caixa, adicionando folga de liquidez para decisões oportunísticas de pré-pagamento e trocas de dívida, sem comprometer o crescimento. Em conjunto, o Term Loan de hoje consolida a estratégia iniciada ao longo de 2025: diversificar fontes, alongar a duration, monetizar ativos e executar desalavancagem com disciplina de capital e governança.







