A Klabin aprovou a distribuição de R$ 318 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,05215774063 por ação ordinária e preferencial e R$ 0,26078870315 por Unit, com pagamento em 19 de novembro de 2025. Terão direito os acionistas na base de 7 de novembro de 2025; as ações e Units passam a ser negociadas ex-dividendos a partir de 10 de novembro de 2025. Como regra geral, não há incidência de IR sobre dividendos. Os créditos seguirão os procedimentos das depositárias para ações em custódia; os demais serão pagos via Itaú, mediante cadastro bancário atualizado, com suporte adicional pelos canais de atendimento e pelo RI da companhia.
O provento anunciado dá continuidade à disciplina de alocação de capital sustentada por geração de caixa e desalavancagem ao longo de 2025. No 3T25, a companhia reportou resiliência em papéis e embalagens, queda do custo caixa e FCL robusto, com registro de proventos relevantes em 12 meses, como detalhado no resultado do 3T25, com geração de caixa forte, redução de custo e R$ 1,3 bi já distribuídos em proventos. Esse pano de fundo, somado à flexibilidade operacional (hibernação de máquinas menos rentáveis) e ao foco em margens, sustenta pagamentos mesmo em um ciclo de celulose ainda volátil, ancorando previsibilidade sem sacrificar liquidez.
Do lado da liquidez, a reciclagem de capital via veículos dedicados vem reforçando o caixa e criando receitas previsíveis, em linha com a estratégia asset-light. A conversão de parte do landbank em fluxos contratados equilibra o ciclo florestal, reduz a necessidade de endividamento próprio e amplia a folga para remunerar acionistas com prudência, como evidenciado pelo fechamento das SPEs florestais com entrada de R$ 600 milhões em caixa. Esse mecanismo preserva foco no core de papéis, celulose e embalagens, melhora o perfil de retorno e reduz a dependência de janelas específicas de mercado.
Em paralelo, a gestão ativa do passivo vem diminuindo concentrações de vencimentos e risco de refinanciamento, o que reforça a capacidade de manter um payout consistente sem comprometer investimentos e paradas programadas. A companhia tem combinado pré-pagamentos seletivos, emissões locais e captações externas amortizáveis, empurrando vértices relevantes para a próxima década, calibrando custo e duration, e protegendo o balanço contra volatilidade de taxas e liquidez. Nesse contexto, destaca-se o Term Loan de US$ 150 milhões com amortizações no 5º–7º anos, que reforça a previsibilidade financeira e consolida a estratégia iniciada ao longo de 2025.







