Em 4 de dezembro de 2025, a Dexco (DXCO3) informou que pagará R$ 43,4 milhões em proventos referentes ao exercício de 2024, com liquidação em 18 de dezembro de 2025. O montante é composto por R$ 37,4 milhões em JCP (R$ 0,04623779930 bruto; R$ 0,03930212941 líquido por ação) e R$ 6 milhões em dividendos (R$ 0,00747499648 por ação). Para fins de cálculo, valem as posições finais de 18/12/2024 (JCP) e 17/03/2025 (dividendos). Segundo a companhia, a distribuição dá continuidade aos fatos relevantes de 11/12/2024 e 12/03/2025. O pagamento ocorrerá via dados bancários cadastrados no Itaú Unibanco.
O anúncio reforça uma postura de prudência: a companhia mantém remuneração ao acionista em valor compatível com a fase de desalavancagem e com a reorganização do passivo executada ao longo do ano. Essa disciplina ficou clara no resgate antecipado da 2ª emissão de debêntures e no pré‑pagamento de dívida em dólar realizados em novembro, movimentos financiados com caixa que reduziram o “muro” de vencimentos de 2026, suavizaram o perfil de dívida e apontaram menor sensibilidade a CDI e câmbio. Ao diminuir o risco de refinanciamento e otimizar o custo financeiro, a Dexco cria espaço para proventos sem comprometer a liquidez, preservando buffers e flexibilidade no fechamento do ciclo de investimentos.
Além disso, a segregação do funding do negócio florestal sustentou a lógica de preservar o caixa corporativo e casar prazos com os ativos. Esse desenho ganhou tração com a ampliação da 1ª emissão de CPR‑Fs na Duratex Florestal para R$ 1,6 bilhão, mantendo o prazo de 8 anos, sinalizando demanda pelos títulos, diversificação de fontes e menor dependência de linhas bancárias tradicionais. Ao isolar o financiamento florestal, a companhia reduz a pressão sobre a holding, estabiliza capital de giro e fortalece a previsibilidade de geração de caixa — o que viabiliza manter uma política de proventos consistente com a etapa de normalização operacional. Em perspectiva histórica, o passo atual dialoga com o marco de transição do 3T25, que evidenciou custo financeiro elevado e a agenda de alongamento do passivo, confirmando a narrativa: primeiro arrumar o balanço (liquidez e vencimentos), depois remunerar o acionista com parcimônia, sustentando a trajetória de desalavancagem.







