Nesta quarta-feira, 3 de dezembro de 2025, a Klabin informou que o Conselho de Administração aprovou, com eficácia a partir de 1º de janeiro de 2026, a eleição de Maria Gabriela Woge Liguori como Diretora Estatutária para assumir a Diretoria Financeira e de Relações com Investidores (CFO e DRI). Em paralelo, criou o cargo de Diretor Estatutário Comercial de Papéis, elegendo para a posição Marcos Paulo Conde Ivo, atual CFO e DRI. Gabriela tem mais de 20 anos de experiência em finanças (Votorantim, Ultra e BRF) e, há três anos, lidera Finanças Corporativas e RI na Klabin; Marcos soma 16 anos na companhia, seis como CFO/DRI.

Continua após o anúncio

Na prática, a reorganização consolida uma agenda de governança e alocação de capital amadurecida ao longo de 2024–2025. A transição preserva a continuidade da disciplina financeira instituída por guardrails de alavancagem, gates de projetos e payout, formalizados na revisão das políticas financeiras e de dividendos aprovada e detalhada na Apresentação Institucional do 3T25. Com parâmetros mais conservadores e prazos de ciclo encurtados, a empresa institucionalizou fluxos decisórios, elevou a previsibilidade de funding, capex e payout e alinhou a governança às prioridades do Conselho. Ao deslocar Marcos para o front comercial de Papéis, a Klabin sinaliza foco em captura de margens e pricing em um segmento resiliente, enquanto a nova CFO herda um arcabouço de capital allocation já testado e de execução comprovada.

Do lado da execução, a governança financeira recente dá lastro à mudança: sob Ivo, a Klabin alongou passivos, reduziu vértices intermediários e combinou instrumentos domésticos e externos. Um marco dessa gestão foi o Term Loan de US$ 150 milhões celebrado em outubro/25, com amortizações no 5º–7º anos, que reconfigurou a escada de vencimentos e preservou liquidez. O pacote incluiu pré-pagamentos seletivos e liquidação antecipada de dívidas mais onerosas, além da monetização de ativos florestais via veículos dedicados — combinação que reduziu risco de refinanciamento, sustentou a desalavancagem e criou folga para decisões comerciais, exatamente a agenda para a qual Marcos leva sua experiência financeira ao assumir a diretoria Comercial de Papéis.

Os números confirmaram a consistência dessa estratégia: a performance do 3T25, com EBITDA ajustado de R$ 2,1 bilhões e alavancagem em dólar de 3,6x, mostrou eficiência operacional, geração de caixa robusta e continuidade na agenda de passivos e asset-light, ancorando dividendos recorrentes e o pipeline de crescimento. Com a sucessão planejada e funções mais especializadas, a Klabin entra em 2026 combinando disciplina financeira, foco comercial em Papéis e governança de longo prazo — elementos que tendem a sustentar ROIC e previsibilidade para investidores.

Publicidade
Tags: