Nesta terça-feira, 25/11/2025, a PRIO (PRIO3) divulgou que investidores geridos pela Squadra passaram a deter 35.275.681 ações ordinárias da companhia, equivalentes a 3,94% do capital, das quais 11.341.943 estão doadas em empréstimo. O comunicado atende ao art. 12 da Resolução CVM 44/2021 e declara não haver intenção de influenciar controle ou administração. O foco em posição à vista nesta atualização dialoga com o histórico recente da gestora — em especial a comunicação de 4 de novembro, quando a Squadra reportou 5,73% ao considerar ações e derivativos de liquidação física, além de volume relevante de ações em aluguel.
Na prática, a diferença de escopo entre os comunicados sugere uma recalibração tática entre instrumentos (ações, derivativos com liquidação física) e o uso de empréstimo de ações, preservando a transparência regulatória e a previsibilidade de governança. Esse padrão de ajuste tem sido recorrente na base investidora da PRIO e costuma ocorrer em janelas de mercado, combinando rolagem e otimização de risco. Em linha com esse movimento, vale lembrar a redução de participação em derivativos informada pelo Grupo UBS em 6 de novembro, novamente sem intenção de influenciar o controle, sinalizando um ambiente de hedge e reposicionamento contínuos que afetam liquidez, custo de aluguel e volatilidade de curto prazo.
Para o investidor, o fio condutor é a convergência entre base acionária ativa e execução operacional/financeira, que tende a influenciar custo de capital e a capacidade de atravessar choques temporários. Esse pano de fundo ganha relevância quando se observa a ponte construída pela companhia entre um 3º tri marcado por paradas em Peregrino, disciplina de custos e captações competitivas em debêntures e bonds, e a agenda de projetos (Albacora Leste e Wahoo) rumo a 2026 — elementos detalhados nos resultados do 3T25, que conectam a execução operacional à estratégia de funding e ao cronograma de novos volumes. Assim, o novo comunicado da Squadra reforça a continuidade de transparência e ajustes táticos sem efeito sobre controle, enquanto a trajetória operacional sustenta a narrativa de diluição de custos e volumes crescentes no médio prazo.







