Na quinta-feira, 6 de novembro de 2025, a PRIO (PRIO3) informou que o Banco de Investimentos UBS (Brasil) S.A., líder do conglomerado prudencial do Grupo UBS no país, reduziu sua participação relevante em derivativos com liquidação financeira referenciados nas ações da companhia. Na data de 05/11, o UBS reportou posições em opções de compra de 30.766.491 (3,43%) e (30.114.900) 3,36%, opções de venda de 288 (0,00%) e (703.902) 0,08%, e swap de (8.469.100) 0,95%. Para 04/11, constaram derivativos de liquidação física (calls de 2,6 mi/0,29% e 1,0 mi/0,11%; puts de 1,79 mi/0,20%) e posição à vista de 1,63 mi (0,18%). O comunicado ressalta que não há intenção de influenciar o controle e cumpre o Art. 12 da Resolução CVM 44. O movimento dá continuidade à redução da participação relevante do Grupo UBS em derivativos com liquidação financeira em outubro, reforçando um ciclo de ajustes de hedge e reposicionamento econômico. Em termos práticos, o detalhamento das posições consolidadas de várias entidades do grupo (CSHG, UBS AG e gestoras regionais) evidencia a amplitude do provedor de liquidez e a organização de exposições entre contas globais, sem alteração de governança.
Em paralelo, a dinâmica recente da base acionária segue marcada por transparência regulatória e uso ativo de instrumentos. Dois dias antes, a PRIO divulgou a comunicação da Squadra em 4 de novembro, com 5,73% do capital via ações, derivativos de liquidação física e ações doadas em empréstimo. A coexistência de derivativos com liquidação física, exposições vendidas e empréstimo de ações sugere táticas de hedge sobre posições à vista e gestão fina de risco, com possíveis efeitos pontuais sobre oferta e demanda, custos de aluguel e volatilidade. Em conjunto com os passos do UBS, forma-se um padrão de rolagem e recalibração de posições em torno de janelas de mercado, sempre sem intenção declarada de alterar controle — elemento importante para leitura de governança e liquidez no curto prazo.
Do ponto de vista estratégico-financeiro, essa sofisticação no uso de derivativos e na gestão de base investidora conversa com a agenda de financiamento e execução operacional da PRIO. No 3T25, a companhia atravessou um trimestre de transição em Peregrino, manteve alta eficiência em Albacora Leste e avançou Wahoo rumo ao first oil de 2026, enquanto acessou capital a custos competitivos via debêntures e bonds — uma trajetória detalhada nos resultados do 3T25, que conectaram ajustes de hedge à janela de funding com debêntures e bonds. A mensagem subjacente é de continuidade: liquidez e transparência no acionista-derivativos tendem a apoiar custo de capital e execução do pipeline (Peregrino/AL/Wahoo), criando um pano de fundo mais resiliente para 2026, quando volumes adicionais podem diluir custos e reduzir a sensibilidade a choques operacionais temporários.







