O Banco BMG concluiu sua 7ª emissão de Letras Financeiras, no montante de R$ 300 milhões, com prazo de até 2 anos e 10 dias, a uma taxa de CDI + 1,35% ao ano — o menor prêmio de risco do banco nessa categoria. A colocação foi pulverizada entre investidores institucionais, com o objetivo de reforçar a liquidez e estabelecer um ponto de referência para a curva de juros no mercado institucional. Segundo a companhia, o DIE está disponível no site de RI, e a divulgação complementa o comunicado divulgado em 13/10/2025.
Este marco representa a conclusão da fase iniciada na 7ª emissão de Letras Financeiras aprovada em 13/10. Naquele desenho, o BMG pretendia alongar passivos, testar o apetite do mercado em vértices mais longos e reduzir o prêmio de risco à medida que consolidava a base de investidores institucionais. Ao encerrar a operação no vértice de até 2 anos e 10 dias a CDI + 1,35% a.a., o banco fixa um novo ponto de preço para sua curva, reforçando a tese de reprecificação do passivo e a capacidade de acessar o mercado com distribuição ampla e custo mais competitivo.
A queda do spread e a construção de uma curva institucional não acontecem no vácuo; elas dão continuidade ao reforço de balanço perseguido em 2025, reduzindo incertezas regulatórias e suportando originação com melhor qualidade. A homologação do aumento de capital pelo Bacen em 03/11, ao fortalecer o capital social e dar previsibilidade às alavancas de crescimento, abriu espaço para migrar para prazos de captação mais longos e negociar prêmios menores. Com Basileia acomodada e processos de originação mais padronizados, o custo de funding torna-se variável sob gestão: o banco consegue escolher janelas, calibrar volumes e, agora, cravar um preço de referência no segmento institucional que tende a se retroalimentar em futuras ofertas.
Do lado da execução, os números já vinham sinalizando a direção. O resultado do 3T25, que mostrou captação total de R$ 34 bi, 38% de funding institucional e liquidez robusta, indicou menor dependência de depósitos a prazo e avanço consistente no alongamento do passivo, com LCR e NSFR confortáveis. Ao ancorar a nova LF em investidores institucionais, o BMG transforma essa tendência em preço — explicando o menor prêmio nesta classe — e consolida a migração para uma base de funding mais estável, coerente com a estratégia de preservar margem no consignado e reduzir volatilidade de resultados.
Por fim, a leitura de mercado também vinha ficando mais construtiva. A perspectiva elevada para positiva pela Moody’s Local em 07/10 já apontava a diversificação do funding via LFs e securitizações e a melhora contínua de rentabilidade como vetores para prêmios menores. Ao fechar a 7ª emissão a CDI + 1,35% a.a., o BMG materializa essa visão, cria uma âncora de preço para novas captações e deixa aberta a possibilidade de explorar prazos mais longos quando a janela permitir, dando continuidade à estratégia de 2025 de reduzir custo de captação com base institucional crescente e governança fortalecida.







