Rio de Janeiro, 21/11/2025 — A Petrobras (PETR3, PETR4) paga hoje a primeira parcela da remuneração aos acionistas, integralmente na forma de juros sobre o capital próprio (JCP), no valor bruto de R$ 0,33596205 por ação ordinária e preferencial. O pagamento decorre da deliberação baseada no balanço de 30/06/2025, em continuidade ao Fato Relevante de 07/08/2025. O crédito é processado pelo Banco Bradesco S.A. aos acionistas com cadastro atualizado; para ações custodiadas na B3, o repasse ocorre via corretoras. Para detentores de ADRs na NYSE, o pagamento será a partir de 01/12/2025, por intermédio do JP Morgan. Proventos não reclamados em 3 anos prescrevem e revertem à companhia, conforme a Lei 6.404/76.

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Este pagamento consolida a previsibilidade do retorno ao acionista ancorada em geração de caixa e execução operacional. A companhia já vinha sinalizando disciplina no cronograma de proventos e correlação com performance, como se observou no resultado do 3T25, com indicação de R$ 12,2 bilhões em proventos e forte geração de caixa. Ao seguir o roteiro de comunicar, deliberar e liquidar em etapas, a Petrobras reforça um padrão de relacionamento com o mercado que diminui ruído, dá visibilidade de fluxos e conecta a remuneração à capacidade de converter produção e eficiência em caixa livre, sem comprometer a alavancagem.

Além do ciclo de caixa, a decisão dialoga com a calibragem estratégica que a companhia vem preparando para o próximo quinquênio. A distribuição ganha previsibilidade quando é ancorada em metas realistas de produção, capex e custos, linha que tende a ser explicitada na preparação do Plano de Negócios 2026–2030, com metas ancoradas em execução comprovada e disciplina de capital. Em outras palavras, a liquidação do JCP de hoje funciona como ponte entre a fotografia financeira do semestre e a trajetória prospectiva do plano, preservando espaço para investimentos prioritários em E&P, refino e iniciativas de baixo carbono ao mesmo tempo em que mantém um fluxo estável de retorno ao acionista.

Do ponto de vista de mercado internacional, o cronograma específico para ADRs a partir de 01/12/2025 reforça a importância da base estrangeira na liquidez do papel e na estabilidade do free float. Esse eixo ficou evidente com a divulgação da participação de 4,92% da GQG via ADRs, que reforçou a base internacional e o caráter passivo de longo prazo. Ao combinar clareza operacional sobre canais de pagamento com uma agenda consistente de governança e comunicação financeira, a Petrobras sustenta o engajamento de investidores locais e externos e fortalece a previsibilidade do retorno em diferentes praças.

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