Nesta terça-feira, 4 de novembro de 2025, a PRIO (PRIO3) informou que fundos geridos pela Squadra passaram a deter 51.337.681 ações, o equivalente a 5,73% do capital considerando ações e derivativos de liquidação física. A posição inclui 40.537.681 ações ordinárias e 10.800.000 ações referenciadas em derivativos com liquidação física. Os investidores também declararam exposição econômica vendida por meio de derivativos de liquidação física referenciados em 10.800.000 ações. Há ainda 12.225.274 ações doadas em empréstimo. As operações foram realizadas no pregão da B3 e a companhia ressaltou que não há objetivo de alterar o controle ou a estrutura administrativa, em linha com as exigências da Resolução CVM 44/2021.
Este movimento reforça um padrão recente de comunicações sobre participações relevantes envolvendo instrumentos derivativos, e dialoga com a redução de exposição em derivativos de liquidação financeira observada em outubro, quando o Grupo UBS reportou a redução da participação relevante do Grupo UBS em derivativos com liquidação financeira em outubro, também sem intenção de influenciar o controle. Em ambos os casos, o fio condutor é a transparência regulatória e uma base acionária ativa que utiliza derivativos e aluguel de ações como instrumentos de gestão de risco e posicionamento.
Do ponto de vista estratégico, a presença simultânea de derivativos com liquidação física, exposição vendida e volume expressivo de ações doadas em empréstimo indica um reposicionamento tático que pode atuar como hedge de posições à vista e afetar a dinâmica de oferta e demanda no curto prazo. Para acompanhamento, vale monitorar se posições hoje referenciadas em derivativos migram para ações efetivas ou são encerradas, pois isso tende a influenciar free float, liquidez e volatilidade, além de gerar novos marcos de divulgação sob a CVM 44.







