A ISA Energia informou que a Diretora Executiva de Finanças, Relações com Investidores e Desenvolvimento de Negócios, Silvia Diniz Wada, participará de entrevista online promovida pela AGF em 17 de novembro de 2025, às 19h, no YouTube. Em pauta: investimentos futuros, prática de proventos, RBSE, descarbonização e novas tecnologias. O comunicado atende ao Ofício-Circular nº 7/2020-CVM/SEP e reforça a estratégia de diálogo contínuo com o mercado; a transmissão ocorrerá em https://www.youtube.com/@agf-oficial/videos.

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Um ponto central deve ser a RBSE e a forma como a companhia vem recompondo sua pressão por meio de RAP incremental e execução de obras. No 3T25, a administração detalhou a redução do componente financeiro da RBSE diante de decisões regulatórias, ao mesmo tempo em que ancorou guidance de CapEx e crescimento regulado, desenhando o encadeamento entre obras e geração de caixa. Essa dinâmica e os gatilhos de ciclo 2025/26 tendem a ser atualizados na entrevista, conectando revisão tarifária, estrutura de capital e cronogramas de energização, como exposto nos resultados do 3T25 e a estratégia de compensação da RBSE. Ao clarificar premissas e sensibilidade de resultados, a companhia ajuda o investidor a distinguir efeitos contábeis de drivers operacionais que sustentam a tese de longo prazo.

A evolução recente de projetos ajuda a ancorar essas projeções com evidências de execução. Entregas adiantadas, soluções tecnológicas e maior digitalização elevam a previsibilidade de RAP, reduzindo a dependência de componentes financeiros. No eixo metropolitano de São Paulo, a empresa vem reforçando a resiliência da rede com subestações compactas e monitoramento em tempo real, além de financiar obras com instrumentos rotulados, alinhando CapEx e ESG. Nesse contexto, ganha destaque o início da operação comercial do IE Riacho Grande, cinco meses antes do prazo, com monitoramento em tempo real e debêntures verdes, que materializa a captura antecipada de RAP, evidencia disciplina de execução e ilustra como “novas tecnologias” e soluções de engenharia sustentam a estratégia de expansão regulada.

Outro tema recorrente será a prática de proventos. A administração tem sinalizado equilíbrio entre crescimento e remuneração, preservando rating e liquidez enquanto avança o pipeline. O desenho tributário do JCP e a previsibilidade de caixa regulada permitem sustentar o payout mínimo mesmo com um ciclo de investimentos acelerado, desde que coordenado com janelas de funding e cronogramas de obras. Esse posicionamento foi reforçado no JCP aprovado em 29 de setembro, com três parcelas e racional de preservação de caixa. Na entrevista, a executiva tende a detalhar como o calendário de proventos convive com as emissões de dívida, os ajustes de ciclo e a evolução de alavancagem, mitigando descasamentos entre desembolsos e energizações.

Por fim, descarbonização e novas tecnologias devem ser tratadas tanto como vetor de eficiência operacional (gestão de SF6, subestações compactas, digitalização) quanto como alavanca de custo de capital via funding rotulado. Esse caminho já foi sinalizado no mercado de capitais e conecta a modernização do parque de transmissão à elegibilidade a instrumentos verdes, fortalecendo a base de investidores e a competitividade da empresa. A direção estratégica transparece na 20ª emissão de debêntures concluída em outubro, com rating AAA(BRA) e integração à agenda Net Zero 2050, que amarra ESG, disciplina financeira e expansão contratada. Assim, a entrevista tende a consolidar a narrativa dos últimos trimestres: acelerar entregas, fortalecer RAP e manter a remuneração ao acionista sob um arcabouço de capital eficiente.

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