Nesta segunda-feira, 20 de outubro de 2025, a ISA Energia (ISAE3, ISAE4) informou a conclusão, em 17/10/2025, da Coleta de Intenções de Investimento da 20ª emissão de debêntures simples, quirografárias, no montante total de R$ 2 bilhões. A emissão terá duas séries: juros de 6,6598% a.a. (base 252 dias úteis) na Primeira Série e 6,6382% a.a. na Segunda; Data de Emissão em 15/10/2025; rating “AAA(BRA)” pela Fitch. Serão 1.000.000 títulos por série, valor nominal de R$ 1.000 cada, ISIN BRISAEDBS0M0 (1ª) e BRISAEDBS0N8 (2ª). A distribuição, destinada exclusivamente a investidores profissionais, é conduzida por BTG Pactual (coordenador líder), com Itaú BBA, Santander e UBS BB como coordenadores, sob rito de registro automático da Resolução CVM 160, com dispensa de prospecto e lâmina e restrições de revenda (art. 86, I). O resultado da coleta será ratificado por aditamento à Escritura de Emissão; as características seguem sujeitas a alterações, e o registro não implica garantia da CVM quanto à veracidade das informações.
Este movimento dá continuidade à estratégia de funding e disciplina financeira reiterada pela administração, com ênfase na combinação de CapEx acelerado, RAP crescente e estrutura de dívida eficiente — tópicos detalhados na atualização estratégica no podcast de setembro. A janela captada com rating AAA(BRA) tende a reduzir custo médio e alongar duration, preservando liquidez para projetos em implantação e cronogramas de energização. O uso do rito automático e a destinação a investidores profissionais sugerem agilidade para travar condições de mercado e calibrar termos conforme a demanda, sem comprometer o pipeline operacional e a previsibilidade de caixa regulada. Esse racional se conecta à política de remuneração via JCP aprovada em 29 de setembro, que sinaliza equilíbrio entre retorno ao acionista e necessidade de funding: ao modular proventos em parcelas dentro do 4º tri, a companhia preserva flexibilidade para emissões e execução de obras, mantendo alavancagem sob controle.
Além do componente financeiro, a demanda por títulos da ISA tende a se beneficiar do alinhamento de longo prazo com práticas ESG e da modernização da malha de transmissão, fatores que ampliam a base de investidores e a elegibilidade para instrumentos rotulados. Embora a 20ª emissão seja simples, a coerência com metas ambientais abre espaço para estruturas futuras com selos verdes ou de sustentabilidade, o que pode diversificar custos e canais de captação. Essa direção foi reforçada pela meta de ser Net Zero até 2050 e o foco em funding rotulado, apresentada em agosto, que integra descarbonização, eficiência operacional e expansão de corredores de renováveis ao planejamento financeiro. Em conjunto, o avanço no funding e a execução regulada compõem uma narrativa de crescimento com disciplina, sustentando RAP futura e visibilidade de geração de caixa.







