Nesta segunda-feira, 29 de setembro de 2025, a ISA Energia (ISAE3, ISAE4) informou que o Conselho aprovou o crédito de Juros sobre o Capital Próprio (JCP) no montante de R$ 444.744.253,55, equivalentes a R$ 0,674997 por ação de ambas as espécies, sujeito à retenção de 15% de IR na fonte. O JCP será pago em três parcelas: 28/11/2025 (data-base 30/10 e ex 31/10), 12/12/2025 (data-base 24/11 e ex 25/11) e 30/12/2025 (data-base 17/12 e ex 18/12), com valor bruto de R$ 0,224999 por ação em cada parcela (R$ 0,191249 líquidos). Os valores poderão ser imputados ao dividendo obrigatório de 2025 e podem ser ajustados a depender de recompras e outras transações, conforme a legislação aplicável e divulgação posterior. O comunicado atende à Resolução CVM 44 e ao art. 157, §4º, da Lei 6.404.

Continua após o anúncio

Do ponto de vista estratégico, a opção por JCP — mecanismo de remuneração com benefício fiscal — reforça a gestão de caixa e a previsibilidade de proventos sem descasar o ciclo de investimentos do 4º trimestre. O movimento dialoga com a estratégia de alocação de capital e funding apresentada na live de agosto sobre o 2T25, quando a administração detalhou a combinação entre pressão pontual de RBSE, revisão tarifária positiva e aceleração do CapEx. Ao distribuir em três parcelas, a companhia suaviza desembolsos no trimestre, preserva flexibilidade para execução de obras e captações, e sinaliza confiança na geração de caixa regulada. Para o investidor, o calendário oferece previsibilidade operacional e tributária (datas-ex) e ajuda no planejamento de liquidez sem perder de vista a disciplina financeira.

Operacionalmente, a manutenção de proventos em paralelo a um CapEx elevado se ancora na expansão regulada que amplia a RAP e fortalece a base de ativos. Esse racional ganha corpo com a Licença de Instalação do projeto Serra Dourada, que destrava R$ 3,157 bilhões em obras e agrega RAP estimada de R$ 322 milhões no ciclo 2025-2026, com contratos de 30 anos e papel estrutural no escoamento de renováveis no Oeste da Bahia. Ao amarrar cronogramas, marcos ambientais e entregas de linhas e subestações de 500 kV, a empresa aumenta a visibilidade sobre energizações e captura de RAP incremental no curto e médio prazo. Isso reduz risco de execução, sustenta o perfil de caixa e viabiliza uma política de proventos recorrente, ainda que calibrada ao ritmo do investimento e do funding.

Por fim, o desenho do calendário e a mensagem de equilíbrio entre crescimento e remuneração convergem com a prática recente de transparência e engajamento com o mercado, que ajuda a ancorar expectativas sobre dividendos/JCP e alavancagem. Essa linha foi reiterada na participação do CEO, Rui Chammas, no podcast Conexão Energia em setembro, quando reforçou prioridades de crescimento, disciplina financeira e visão de longo prazo para o portfólio regulado. A combinação de previsibilidade de RAP, execução de projetos e eficiência fiscal confere coesão a este capítulo: remunerar o acionista enquanto avança a expansão contratada.

Publicidade
Tags:
ISA EnergiaISAE3ISAE4