Em 13/11/2025, a Sequoia homologou um aumento de capital de R$ 10.087.681,03 por subscrição privada de 9.987.803 ações ordinárias a R$ 1,01, elevando o capital social de R$ 1,430 bi para R$ 1,440 bi e o total de ações de 101,6 milhões para 111,5 milhões. O movimento, deliberado pelo Conselho em 11/11 (com aprovação original em 10/09), converte créditos de credores em participação acionária para fortalecer a estrutura de capital, reduzir passivos e melhorar indicadores de endividamento e liquidez, sem aporte de caixa. Embora o documento principal cite exclusão do direito de preferência, o anexo registra subscrição privada com preferência proporcional (0,185643418 ON por ON), possibilidade de cessão desses direitos e bônus de subscrição aos aderentes, refletindo a mecânica de alocação detalhada na homologação de 11/11 e a consequente atualização do art. 5º do Estatuto.
Este passo consolida a estratégia de desalavancagem via swap dívida-por-equity iniciada no trimestre. Poucas semanas antes, a companhia já havia materializado a migração de dívida para patrimônio na conversão da 6ª emissão, que elevou o capital em R$ 61,4 milhões e criou 3.489.432 novas ações — ver a conversão da 6ª emissão em 14/09 que elevou o capital em R$ 61,4 mi. Ao transformar credores em acionistas, a Sequoia reduz saídas de caixa, amplia o free float e distribui o risco de execução entre stakeholders, com diluição modulada. Na sequência, o aumento de R$ 10,1 milhões teve etapa de mercado com direito de preferência, encerrando em 15/10, seguida de oferta de sobras entre 21 e 27/10, o que organizou a fila de subscrição e trouxe previsibilidade à alocação — conforme a execução do aumento com preferência e oferta de sobras em outubro.
Do ponto de vista societário, a homologação atual também ajusta o estatuto ao novo capital e fecha o ciclo iniciado em setembro, quando a companhia sinalizou que combinaria trocas de passivos com reorganização do grupo. O passo imediatamente anterior foi a reorganização que integrou a Fulcrum e consolidou a listada sob uma única estrutura, etapa que levou o capital a R$ 1,430 bilhão e redesenhou a base acionária — a incorporação da Fulcrum aprovada em 31/10, que levou o capital a R$ 1,430 bi.
No front de dívida, a Sequoia manteve a estratégia de ring-fencing e previsibilidade de desembolsos ao padronizar vencimentos para 30/06/2027 em emissões privadas, com garantias e usos carimbados. Essa outra perna do plano preserva o caixa operacional para a rotina (folha, logística) enquanto o saneamento de passivos segue sendo parcialmente endereçado com equity; o marco mais recente foi a 12ª emissão de debêntures com vencimento em 2027 e uso carimbado, reforçando a leitura de execução faseada: desalavancagem por capitalização de créditos, simplificação societária e dívida simples para obrigações delimitadas — um arranjo que tende a reduzir risco de cross-default e estabilizar a trajetória financeira.







